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Textos de Imprensa e Rádio, publicações dispersas.

Mais sugestões de leitura

  • O pássaro da ilha Open or Close

    O Zeca é um pássaro. Ele canta, encanta, inventa e reinventa, sem nunca cansar quem o ouve – e que o vê. Porque ver o Zeca é tão importante como ouvi-lo. Há quem o compare a Tom Waits, mas em palco ele faz sobretudo lembrar Jacques Brel – na entrega, no modo inteiro como interpreta as suas canções de amor e mágoa, esperança e desencanto e saudades de um futuro em que não desiste de acreditar, mesmo se o presente tantas vezes parece empenhado em desmenti-lo.

    Introdução ao espectáculo de José Medeiros no Teatro Micaelense | 2007

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  • O senhor Lopes e o cantador Open or Close

    Um concerto de Fausto esteve agendado para a noite de 24 de Abril de 2004, no Terreiro do Paço, mas acabou desmarcado por «indicações superiores». O presidente da Câmara de Lisboa, que organizou o espectáculo, era Pedro Santana Lopes, e a decisão de desconvidar o cantor ocorreu na altura em foi referida pelos círculos do poder a necessidade de «retirar qualquer conotação ideológica ao 25 de Abril». Como se vê.

    Focus | 12.Mai.2004

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  • Outras paisagens Open or Close

    Os elefantes
    escolhem sempre o lugar da morte
    disse o pescador antigo
    de olhos postos no mar sem fim.
    O pescador nunca viu elefantes
    nem leões
    nem pássaros da Amazónia
    mas sabe como é.
    Como nós
    em mil novecentos e setenta e cinco
    a forçar de vez as garras
    do desespero.

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  • Esquecer Abril Open or Close

    Ao escolher os seus entrevistados, é nítido que o autor teceu uma teia de afectos que nos enreda à medida que vamos mergulhando neste livro com o vagar das coisas que realmente dão prazer. Mais do que o papel do entrevistador, Viriato Teles encarna o mestre de cerimónias de uma festa que já só acontece na memória de quem aceitou sentar-se a falar. Como num encontro de velhos amigos, há ternuras e rancores antigos, confissões, relatos do que se passou desde o último encontro. E percebemos que os entrevistados, muitos deles protagonistas da revolução, formam um caleidoscópio de palavras que é também a memória que o perguntador quer pintar da «sua revolução». Jornalista e poeta de generosidades, Viriato Teles só pode relatar o seu 25 de Abril nas palavras dos outros e fá-lo com arte e minúcia próprias de mestre ourives. Se vamos esquecer Abril, que seja com este livro.

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