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Textos de Imprensa e Rádio, publicações dispersas.

Mais sugestões de leitura

  • António Pinho Vargas Open or Close

    Um homem que fala através de um piano. Foi assim que há muitos anos conheci o António, éramos os dois algo mais jovens e talvez menos intranquilos. Tenho ideia de que na altura ele tocava na banda do então recém-descoberto Rui Veloso, mas já tinha vivido uma mão-cheia de experiências noutros grupos de diferentes tendências. Era, como é, um tipo discreto e já um nome conceituado da música que se fazia em Portugal. Do jazz fazia, nesse tempo, o seu meio de expressão mais comum, mas nunca o único, e a sua marca fez-se sentir muito cedo. Com ele passou a haver uma maneira portuguesa de fazer e sentir o jazz, de fazer e sentir a música. A maneira de António Pinho Vargas.

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  • Troikas e baldrocas Open or Close
    A imparável troika voltou a Lisboa para deduzir o óbvio: que a receita da austeridade é um fracasso, com a quebra do consumo a aumentar na razão directa do assalto à mão desarmada com que os cidadãos estão confrontados, resultando numa diminuição dos proventos reais do Estado. ...
    Jornal do Fundão | 6.Set.2012
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  • Maria Teresa Horta Open or Close

    Uma mulher que gosta de ser mulher e por isso não se conforma com aquilo que dizem ser o destino das mulheres. E por isso luta, e por isso escreve, e por isso grita. Eis Maria Teresa Horta, mulher e escritora que a partir dos anos 60 se afirmou como uma voz central da poesia portuguesa, pela coragem de romper com estereótipos e tabus que pareciam inquestionáveis.
    O corpo, o prazer, o sexo, eram então coisas sobre as quais uma senhora não deveria falar, muito menos em público. E por isso quando, em 1972, se junta a Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa para a publicação das Novas Cartas Portuguesas, o escândalo foi tremendo: o livro foi apreendido e as autoras levadas a julgamento.

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  • Esquecer Abril Open or Close

    Ao escolher os seus entrevistados, é nítido que o autor teceu uma teia de afectos que nos enreda à medida que vamos mergulhando neste livro com o vagar das coisas que realmente dão prazer. Mais do que o papel do entrevistador, Viriato Teles encarna o mestre de cerimónias de uma festa que já só acontece na memória de quem aceitou sentar-se a falar. Como num encontro de velhos amigos, há ternuras e rancores antigos, confissões, relatos do que se passou desde o último encontro. E percebemos que os entrevistados, muitos deles protagonistas da revolução, formam um caleidoscópio de palavras que é também a memória que o perguntador quer pintar da «sua revolução». Jornalista e poeta de generosidades, Viriato Teles só pode relatar o seu 25 de Abril nas palavras dos outros e fá-lo com arte e minúcia próprias de mestre ourives. Se vamos esquecer Abril, que seja com este livro.

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