Outros textos

Ficções e outras escritas dispersas. Selecção muito incompleta

Cantata em azul

Lembro-me das casas e das flores silvestres, do canto recatado à beira-ria por onde fugíamos à cavalgada na noite, das mulheres jovens que sorriam envergonhadas aos nossos devaneios. Lembro-me de como éramos belos e tontos, convencidos de que o mundo só avançava porque nós assim o desejávamos, crentes de que poderíamos fazer parar o tempo com as palavras mágicas do amor. Lembro-me de ouvir o rugido do mar e não ter medo. ...

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Três contos de reis

Quando lhe disseram que o trono era seu, nem queria acreditar. Havia tantos anos que sonhava com aquele momento, e agora que ele ali estava, sentia-se infinitamente pequeno, tanto que por instantes pensou que ia fraquejar. Então levantou os olhos na direcção de seu velho pai, e perguntou:
– Senhor, será que eu posso sentar-me sem medo nesse espaldar de tanta responsabilidade? ...

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Que há-de ser de nós?

Éramos muitos, mais de um milhão. Éramos jovens e pensávamos que mudar o mundo era uma tarefa ao alcance das mãos. A poesia estava na rua, ali mesmo ao nosso lado, e a revolução era para já.

Combate | 1996

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A quinta dimensão

Era o mês de Outubro, em Lisboa e no resto do mundo. Nessa manhã de pouco sol, Aristides acordou com vaga sensação de que a Terra inteira estava a enlouquecer à sua volta.

Se7e | 1988

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Mais sugestões de leitura

  • Versos na margem da folha Open or Close

    Quem abra o livro e leia o prefácio afectuoso de Fernando Alves, não está preparado para um murro no estômago. Que não é um murro anónimo, tem título: Três Olhares sobre Manágua, um elogio à loucura nas noites claras de outro continente. (...) Mas neste livro de quase um cento de páginas, Viriato Teles visita a noite de muitas cidades, reencontra amigos enquanto desencontra revoluções e outros sonhos transgressores.

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  • Um golpe de mestre Open or Close

    Não há melhor meio de desvalorizar uma mensagem do que descredibilizar o mensageiro. E é isso, em primeiro lugar, que sobressai do triste folhetim natalício desenvolvido a partir do alegado currículo inventado do não menos alegado professor Artur Baptista da Silva.

    Jornal do Fundão | 10.Jan.2013

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  • A partilha da água Open or Close

    «Para mim é sempre bom ter uma oportunidade de estar junto das pessoas, de passar com elas bons momentos. Quanto mais vezes estivermos juntos, mais poderemos falar uns com os outros, mais poderemos aprender. Uns com os outros e uns sobre os outros.»
    No terraço de um hotel de Lisboa, Richie Havens fala-me assim da sua segunda visita a Portugal, desta vez para participar no espectáculo de encerramento do Festival «Dêem Uma Oportunidade à Paz». Aos 42 anos, quinze decorridos após Woodstock, Richie continua a parecer-se com os velhos hippies da geração de 60, embora sem deixar transparecer qualquer ponta de saudosismo em relação ao que foi feito pelos homens e mulheres do seu tempo.

    Se7e | 3.Ago.1983

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  • Rei Roberto leal a Cavaco Open or Close

    «Aderi ao PSD porque confio no dr. Cavaco Silva. Se vou fazer campanha? Não sei. Mas se eu for consultado, pela primeira vez poderei dizer que o nome do dr. Cavaco Silva é um nome recomendado.» Nasceu em Vale da Porca, concelho de Macedo de Cavaleiros, há 39 anos, mas viveu no Brasil os últimos 28 e ali se tomou conhecido e rico. Regressou a Portugal, ao que diz, para ficar. E, «após um ano vivendo aqui, me confundindo com as pessoas», converteu-se a Cavaco. Chama-se António Joaquim Fernandes, mas o público só o conhece como Roberto Leal.

    O Jornal | 25.Abr.1991

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