Livros

Os livros publicados. Excertos, críticas, apresentações.

Mais sugestões de leitura

  • Entrevista a A Capital Open or Close

    Um autor português de 47 anos já não sabia muito bem onde estava o 25 de Abril e resolveu fazer «contas à vida». À sua e à de nós todos. Juntou pontos - e não só de interrogação -, fez cálculos, recuperou memórias, e, após ser desafiado por uma editora, pôs mãos à obra. O livro está desde hoje nas livrarias com o título Contas à Vida - histórias do tempo que passa. São vinte conversas com vinte personalidades da vida pública portuguesa que têm algo a dizer - e dizem! - sobre o 25 de Abril.

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  • Mãos de fala Open or Close

    Tem uns olhos grandes, profundos, penetrantes. E as mãos. As mãos que, em palco, criam um espaço próprio dentro do cenário, tornam-se, à conversa, num elemento do diálogo, tão intenso como cada vocábulo, cada sorriso, cada momento. Tem uns olhos grandes e chama-se Juliette Greco. Ou Jujube, segundo a sua autobiografia. É uma latina orgulhosa, e canta. Boris Vian, Jacques Brel, Prèvet, Ferré. “Canto sempre aquilo de que gosto e, por isso, não tenho canções preferidas”, frisa.

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  • José Mário Branco Open or Close

    Poucos dias passados sobre o 25 de Abril, ele foi o primeiro a definir quais deviam ser os cânones da canção de intervenção, numa reunião de cantores que integraram o Colectivo de Acção Cultural, nascido no alvorar da revolução, e que eram quase todos os que vinham da canção de protesto que marcou os últimos anos da ditadura. O exemplo do que deveria ser feito, agora que o fascismo estava derrubado e a liberdade fora alcançada, apresentou-o José Mário Branco nesse dia. Chamava-se Alerta e marcou a estreia da canção-de-combate após a revolução.

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  • O homem que aprendeu a voar Open or Close

    Um dos sítios mais bonitos do meu mundo fica nas Astúrias, numa aldeia de Villaviciosa, a norte da Cordilheira Cantárbica, aonde se chega atravessando longos quilómetros de túneis e de névoa. Perdida entre as montanhas e o mar, que não se vê dali mas está perto, Labares é um pedaço escondido do paraíso, deixado intacto pelo Criador para lembrar aos homens que é possível viver em harmonia. (...) Estamos com José Luis Posada, cubano nascido nas Astúrias, lutador lendário, pintor em plena actividade e homem de muitas memórias que reencontrei em Labares. Foi aqui, numa antiga escola primária, com vista para uma paisagem de montes e de silêncios, que Posada construiu o seu lugar de recolhimento do mundo, após 70 anos de andanças e de sonhos. Em Labares guarda as suas lembranças originais, sem rancor mas com nitidez. Muita da sua pintura regista as imagens e as sombras da guerra civil, metade da aldeia fuzilada pelas tropas franquistas

    Tempo Livre | Maio 2002

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