Apresentação em Lisboa e Porto

A nova edição revista e aumentada de As Voltas de um Andarilho foi lançada em Lisboa no dia 17 de Novembro de 2009, durante uma sessão muito concorrida no Museu da República e Resistência. O jornalista João Paulo Guerra fez a apresentação do livro e do autor e os Couple Coffee cantaram vários temas de José Afonso. Duas semanas depois, a 5 de Dezembro, foi a vez de apresentar o Andarilho na cidade do Porto. A sessão decorreu na Associação Tane Timor, onde Rui Pato, que foi o principal e mais regular acompanhante de José Afonso nos anos 60, fez a apresentação do livro e partilhou com os presentes alguns excertos da numerosa correspondência que trocou com Zeca e que, até agora, nunca tinha sido lida publicamente. A sessão, organizada pelo núcleo do Norte da Associação José Afonso no âmbito das celebrações dos 80 anos de Zeca, decorreu no espaço acolhedor da Associação Tane Timor, na Ribeira, e contou com uma intervenção musical de João Teixeira - além do próprio Rui Pato, que lembrou os acordes originais de "Balada de Outono" e "Os Vampiros".

© António Fazendeiro (1 a 8), Lígia Cardoso (10, 12, 14, 15) e Paulo Moura (9, 11, 13, 16)

Mais sugestões de leitura

  • Guerra santa contra o rock Open or Close

    «Satanás já não esconde as suas motivações. Os textos das canções condenam abertamente o cristianismo e apresentam a adoração do demónio como alternativa. A violência, o sexo, a rebelião e as drogas não são unicamente objecto de promoção, mas também são apresentados directamente ou encenados em palco. As canções fazem a apologia do suicídio e os telediscos levam a mensagem de Satã directamente a nossas casas...» Este discurso assustador não pertence à história da Santa Inquisição, nem tão pouco foi extrajdo de qualquer ritual exorcista da Idade Média. Trata-se, apenas, da expressão mais simples encontrada pelo padre norte-americano Fletcher A. Brothers para definir aquilo que considera ser o «rock satânico-teatral» dos anos 80.

    Se7e | 9.Jun.1986

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  • Cantares de um homem livre Open or Close

    Se Mário Mata fosse um pássaro seria com certeza um melro ou um pardal ou mesmo uma gaivota. Nunca poderia ser um canário, pela simples razão que não seria capaz de sobreviver numa qualquer gaiola, por mais dourada e confortável que fosse.
    O Mário é um homem livre, e dessa condição não prescinde, mesmo quando essa opção dói. E geralmente dói.
    É disto tudo que nos fala neste disco: de si e dos outros, da vida e das coisas simples, de Lisboa e do mundo, de portugueses burocráticos e neuróticos, mas também dos que ainda não desistiram.

    Introdução ao CD Sinais do Tempo, de Mário Mata | 2012

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  • O samba que veio do morro Open or Close

    «O samba é uma das músicas mais fortes do mundo, porque é o resultado de três raças: o africano, o português e o índio brasileiro. É por isso que o samba tem uma coisa que nenhuma outra música tem: um ritmo fora do comum, aliado a uma melodia e uma harmonia geniais. E isso deve se à união maravilhosa entre a melodia portuguesa, o fado – que é um lamento lindo! – com o ritmo africano. O samba é mulato...» Baden Powell, Lisboa, 1982.

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  • Fantasias de filho de pide Open or Close

    O juiz espanhol Crespo Márquez, que em 1965 acompanhou as investigações, em Badajoz, do assassínio de Humberto Delgado, considera «pura fantasia» a tese apresentada no programa «Repórteres», da RTP, pelo filho do sub-inspector da PIDE, Casimiro Monteiro, autor material do homicídio. Segundo o filho do pide, Monteiro teria disparado contra o general «em legítima defesa», um argumento que o processo conduzido pelo Tribunal Militar português, desmontou há mais de dez anos. Crespo Márquez manifestou junto dos familiares de Delgado a sua «estranheza» pela forma «absurda» como, em edição posterior do mesmo programa, foram utilizadas as suas declarações, produzidas há dois anos [1990] para a tele-reportagem «Crime sem Castigo», com o intuito de «corroborar as teses do filho do assassino».

    O Jornal | 16.Out.1992

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