O Andarilho na Imprensa

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A segunda edição de As Voltas de um Andarilho esteve em destaque nos programas À Volta dos Livros, de Ana Aranha (Antena 1) e A Força das Coisas, de Luís Caetano (Antena 2) e foi também mote para uma conversa de Paula Moura Pinheiro com o escritor Luís Sepúlveda, no magazine Câmara Clara, da RTP 2. Ouça aqui o que foi dito nessas emissões:

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Algumas notas críticas sobre a 1ª edição

Em Portugal, a figura artística e humana de José Afonso vem sendo protagonista desde há algum tempo de uma já densa bibliografia, de que é bom exemplo As Voltas de um Andarilho, livro escrito pelo jornalista Viriato Teles e avalizado pelas suas três edições em português. Nesta ocasião, o autor baseou o seu trabalho numa meticulosa pesquisa de hemeroteca para elaborar um volume em que compila uma série de entrevistas através das quais se nos mostra no seu conjunto a personalidade humana deste criador, ambivalente na sua dupla faceta artístico-social.

Xoán Manuel Estévez Batonga! - Janeiro-2003

Obra rigorosa, documentada com textos já esquecidos, é, sem dúvida, para além de referência na arte da entrevista, um trabalho que vem somar à escassa bibliografia sobre música portuguesa, disponibilizando material de qualidade sobre a vida e obra de José Afonso.

Boletim da Associação José Afonso - 2001

[As Voltas de um Andarilho] assumiu-se desde o início como um testemunho empenhado e emotivo não apenas sobre a obra e a personalidade admiráveis do autor de Grândola, Vila Morena mas também sobre o estado de espírito que por algum tempo dominou os seus companheiros de aventuras em meados da década de 80.

Jorge P. Pires Expresso, 22-7-2000

Este livro ajuda a que se não perca a recordação daquele que é muitas vezes chamado o "pai" da música de intervenção.

Avante! 24-2-2000

Escrito sob a boa manta da subjectividade, o livro é um retrato (...) de um tempo no jornalismo português em que os profissionais não tinham vergonha dos seus próprios sentimentos e emoções.

Pedro Rolo Duarte DNA - Diário de Notícias - 19-2-2000

Um marco na arte da entrevista, que o seu autor sempre dominou com inegável talento e mestria. (...) Uma obra de grande fôlego, rigorosa e documentada.

Mário Correia Revista MPP - 2000

Mais que biográfico, [é o] relato de um percurso, de uma música, de uma poética, de uma ética.

Rogério Rodrigues Grande Amadora - 17-2-2000

Uma memória que não se esgota no mero esquematismo biográfico.

Fernando Paulouro Neves Jornal do Fundão - 11-2-2000

Fragmentos de escrita a sublinhar o génio do homem, do poeta, do músico.

Nuno Pacheco Público - 8-1-2000

O livro de Viriato Teles sobre Zeca Afonso é dos livros mais sérios que se escreveram sobre o cantor e o poeta (...) um livro comprometido (e ainda bem) com a música e as manifestações de cidadania de Zeca Afonso.

Pedro Castelhano Grande Amadora - 16-12-1999

Mais sugestões de leitura

  • O pecado da inveja Open or Close

    Quando o Criador distribuiu os pecados pelo mundo, nem todos os povos tiveram a mesma sorte: aparentemente, a preguiça coube aos espanhóis, os franceses ficaram com a gula (apesar da nouvelle cuisine), os ingleses com a soberba, escoceses e judeus com a avareza; a ira foi para gregos e troianos, sérvios e macedónios, tártaros e mongóis, acabando por tornar-se um pecado transversal a quase todos os povos, ainda que – felizmente – nem sempre ao mesmo tempo; quanto à luxúria, ficou para as nórdicas, claro, mas também para os brasileiros, os italianos e outros mentirosos. Nesta repartição de defeitos calhou aos portugueses ficar com a inveja.

    Zoot | Primavera 2007

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  • O Andarilho na Imprensa Open or Close

    (...) um testemunho empenhado e emotivo não apenas sobre a obra e a personalidade admiráveis do autor de Grândola, Vila Morena mas também sobre o estado de espírito que por algum tempo dominou os seus companheiros de aventuras em meados da década de 80. (Jorge P. Pires)

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  • Fernando Relvas Open or Close

    Vai, de certeza, implicar comigo porque lhe chamei «autor de banda desenhada», e se calhar tem razão. Porque a arte de Relvas não se limita às histórias aos quadradinhos que durante anos iluminaram algumas páginas da imprensa portuguesa. Mas ainda não se leva a sério o suficiente para se julgar pintor – e faz mal, porque é isso que realmente é. Pronto, digamos então artista plástico. Mas nunca de plástico. Fernando Relvas é também, ou sobretudo, um contador de histórias. Com meia dúzia de traços consegue fazer-nos viajar pelas rotas das caravelas ou pelos subúrbios da grande cidade, sempre com um humor acidulado onde se cruzam ora um hiper-realismo estonteante, ora uma forte carga erótica, ora ainda a mais pura crónica de actualidades.

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  • A razão de ser de um livro Open or Close

    Ao longo destas páginas reuni apontamentos, entrevistas e histórias, umas mais pessoais do que outras, procurando, através da junção desses episódios, retratar com a fidelidade possível Ernesto Che Guevara, o homem, e a realidade que criou, de modo a entender os contornos da sua utopia e da forma como lutou por ela, até à morte. (...) Para traçar o perfil de Guevara para além do mito consultei testemunhos antigos, confrontei-os com outros mais recentes, auxiliei-me de fontes oficiais e não oficiais, em Cuba e fora dela. (...) Que os leitores possam sentir-se minimamente compensados e talvez, perdoe-se-me a veleidade, um pouco mais informados com esta leitura, é quanto me basta. O resto será determinado, como sempre, pelas circunstâncias da História. E essas, dizem-nos os factos, passam sempre pela vontade de cada homem que cria a vontade de todos os homens. Sobretudo aqueles que acreditam no valor da tal dignidade que foi sempre tão cara ao comandante guerrilheiro Ernesto Guevara de la Serna, para sempre e por todos chamado O Che.

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