Fernando Relvas

© Allen Kirin

Artista gráfico, autor de banda desenhada
Tinha 19 anos em 25 de Abril de 1974 e vivia na Amadora

Vai, de certeza, implicar comigo porque lhe chamei «autor de banda desenhada», e se calhar tem razão. Porque a arte de Relvas não se limita às histórias aos quadradinhos que durante anos iluminaram algumas páginas da imprensa portuguesa. Mas ainda não se leva a sério o suficiente para se julgar pintor – e faz mal, porque é isso que realmente é. Pronto, digamos então artista plástico. Mas nunca de plástico.

Fernando Relvas é também, ou sobretudo, um contador de histórias. Com meia dúzia de traços consegue fazer-nos viajar pelas rotas das caravelas ou pelos subúrbios da grande cidade, sempre com um humor acidulado onde se cruzam ora um hiper-realismo estonteante, ora uma forte carga erótica, ora ainda a mais pura crónica de actualidades.

Porque o Relvas, mesmo quando quer fazer crer que se está nas tintas, viveu sempre intensamente os seus tempos e os espaços onde se movimenta. Nasceu em Lisboa, conheceu os subúrbios e a província, fez-se ao mundo. Já viveu num barco ancorado no Tejo, andou pela Alemanha, parou uns tempos em Espanha e foi parar à Croácia, onde nesta data é dado como habitante, bebedor e artista residente.

O meio artístico deve fazer-lhe cócegas porque frequentemente lhe dá vontade de rir. Mas, também, a quem não dá? Deve ser por isso que, de vez em quando, se farta do burgo e vai até lá fora, apanhar ar. Mais dia, menos dia regressa, ou não, à semelhança de Corto Maltese. E suspeito que é como o Léo Ferré, que não gostava de partir nem de chegar, gostava de estar. Agora está instalado nos arredores de Zagreb, apaixonado por Nina Godevarica – pintora como ele, digo eu; a verdadeira artista lá de casa, insiste o Relvas.

E razões terá para o afirmar, que a modéstia nunca foi o seu forte. Lealdade, sim. Verticalidade, paixão, rebeldia, essas coisas todas, também. Mas principalmente um grande talento de que Portugal um dia destes se vai lembrar outra vez.

Não que isso lhe importe por aí além. Do que ele gosta mesmo é de «andar por aí, ao sabor do vento», e de partilhar os lugares e as pessoas por onde passa. Dificilmente o verão a escrever as memórias, mas não me admirava nada de o ver um dia destes num bar com Karlos Starkiller à mesa e o Espião Acácio em fundo, a fazer planos para visitar o Capitão Latino-América. Nazdrovia.

– 25 de Abril, Revolução dos Cravos... Estas efemérides dizem-te o quê?

– Não me dizem muita coisa, quer dizer: não me dizem tanto quanto se possa pensar. Nunca achei que o 25 de Abril fosse uma coisa grandiosa, algo que fosse resolver os problemas do país, dar de comer a toda a gente e tornar as pessoas mais inteligentes. Na noite de 24 para 25 apanhei o ultimo comboio para a Amadora com um grupo de amigos. Perdemos a festa a sério, o que foi uma perda irreparável para quem tem quase vinte anos. Seja como for ninguém nos ia deixar participar, portanto talvez tenha sido melhor assim. Uma das razões para a minha grande desconfiança (para além da minha natural desconfiança, claro) em relação ao 25 de Abril foi exactamente essa. Nós não fazíamos parte daquilo. Eu e os meus amigos éramos uma ilha no meio das pessoas da nossa idade que estavam ligadas a várias organizações estudantis de oposição da altura. Colaborávamos com todos e divertíamo-nos a pintar a manta. Os tipos que fizeram o 25 de Abril estavam ainda mais distantes de nós. Para mim – e creio que não só para mim – por mais bem intencionados que fossem, os tipos do 25 de Abril eram um bocado tapados e nada de bom, a longo prazo, iria sair dali. É claro que assim é fácil ter razão, mas o resultado está à vista. E também é claro que nenhum de nós sabia como fazer as coisas melhor. Tínhamos vinte anos, sabíamos por onde não queríamos ir, o resto eram trocos.

– Já tinhas alguma experiência da realidade, chegaste a conhecer a repressão policial da ditadura...

– Bater com os calcanhares no cu, queres tu dizer? Talvez tenha sido a técnica de guerrilha urbana que eu aprendi melhor (o livro do Carlos Marighela que circulava em fotocópias, na altura, era bastante inoperante, na prática, digamos que também era um bocado tapado e sobretudo muito chato). Era sempre um prazer correr mais depressa que os tipos da Legião.

– Na altura estavas na «idade perigosa»: estavas perto dos vinte anos, mais um meses e poderias ser chamado para a tropa. Sentias o peso desse «destino inevitável» que era a Guerra Colonial?

– Não estava a ponto de ser chamado para a tropa (ou pelo menos assim o pensava). Respondo-te com uma coisa que se passou. Tive em casa (dos meus pais, que não se escusavam a estas coisas, eles tiveram uma experiência de resistência bastante maior do que a minha) um desertor meio-frique, digamos completamente frique, que cheirava a patchuli e vestia um casaco afegão, e que precisava de ficar escondido até se passar para Amesterdão. Estive a ponto de ir com ele. Fizemos inclusive um peditório no liceu para custear as despesas da viagem (tal a confiança que tínhamos nos colegas, assim é que é, kamikaze!) e uma amiga nossa juntou-se ao grupo. À última hora achei que tudo aquilo ia correr mal, que os meus pais não iam ter dinheiro para me sacarem da prisão se isso acontecesse, e que não era assim tão importante ir para Amesterdão. Entreguei-lhes o dinheiro do peditório. Eles foram apanhados em Espanha e os meus colegas do liceu iam-me matando, quando viram o meu fantasma regressar no dia seguinte à minha suposta partida. Na realidade, estava-me nas tintas para a tropa.

– Tinhas planos para não fazer a guerra?

– Não era a minha preocupação principal. Tinha tempo para pensar nisso, desde que continuasse a estudar.

Não tiveste que te exilar, mas não perdeste o sentido da viagem: meia dúzia de anos depois do 25 de Abril foste para a Alemanha porque te apaixonaste. Conta lá.

– Meia dúzia de anos, nessa altura, era uma eternidade. Ir para a Alemanha está tão distante do 25 de Abril que a tua pergunta me deixa assim um bocado a fazer contas de cabeça. Foi engraçado e não durou muito tempo. A miúda tinha um fraquinho por ter muitos namorados e ter um português sempre colado às costas incomodava-a um pouco. O mais engraçado disto tudo é que passei os dez anos seguintes sempre rodeado de alemães, por nenhuma razão lógica, apenas assim. É o destino.

– Depois voltaste a Lisboa, mas agora voltaste a partir: primeiro a Espanha, agora a Croácia. Portugal fica-te largo? Ou é demasiado apertado?

– Aqui é que tu deste um salto do caraças! Portugal, como eu o vejo agora, é um país desmaiado. Já há muito que a minha percepção do meu país é a de que ele anda a morrer há uns séculos, sem nunca morrer de vez. Agora acho que está em estado de hibernação. Talvez quando estamos longe fiquemos mais tolerantes. Não tenho nada a fazer em Portugal, neste momento. E também não me quero alargar sobre o assunto. Fica para outra altura.

– Tu deves ser o único emigrante português na Croácia. Para lá de te teres fartado de Portugal e de estares outra vez apaixonado (e casado!), o que foi que te motivou a ir para os Balcãs?

– O único? Deves estar a subestimar a capacidade emigratória dos portugueses! É certo que ainda não me cruzei na rua com nenhum outro português (habitante na Croácia, porque habitantes noutras partes já me cruzei com alguns), o que é uma novidade nas minhas andanças, mas existem. Sabes que a embaixada portuguesa fica mesmo na praça central de Zagreb? Aquilo deve custar uma pipa de massa! E os funcionários portugueses têm mesmo o ar de quem anda a fazer playboismo balcânico. E a única coisa que têm para oferecer, em termos culturais, são números muito atrasados daquela revista que aí se vê nos dentistas, a Visão. Quanto à minha vinda para os Balcãs, acho que a tua pergunta contém a resposta. Casei-me com uma croata, mais tarde ou mais cedo teria que vir parar aqui. Não se está mal, apesar de ser um país rural, muito parecido com o nosso, com muitos dos mesmos defeitos provincianos, muitas das mesmas mesquinhices, mas também muitas das coisas boas do campo.

– Como é viver num país que já foi comunista, teve uma guerra recente, e voltou a ser capitalista?

– Eu sei lá o que é um país capitalista! A Croácia não é, de certeza. Há, isso sim, aquela sensação de que é um país a saque. Mas, lá por causa disso, também os portugueses têm a mesma sensação. Contudo aqui é mais forte, e já lá vamos. A Croácia entrou nos tempos modernos numa altura muito mais simplista do que Portugal quando do 25 de Abril. Aí ainda havia ideais, brumosos é certo, agora o que conta é ir em frente. A vizinhança da Itália do Berlusconi e o exemplo triste da Babilónia do Bush enchem a cabeça e as intenções dos políticos desta terra que, tal como em Portugal e em Espanha, tal como em todos os países que se põem em bicos dos pés, só assimilam os maus exemplos. Aqui o governo pretende transformar a Croácia num país de luxo, mas não sabe fazer eleições decentes, ainda está a aprender a fazer concursos públicos, deu cabo das indústrias que tinha, entregou o país aos amigos do governo populista que geriu a guerra, ao ponto do ex-ditador (ou presidente de estado de excepção, o que vai dar ao mesmo) dessa altura ter expulso os vizinhos da vivenda que foi ocupar, para ter mais sossego, ao ponto de outros membros do seu partido, ainda no activo, terem corrido com pessoas das casas onde ainda hoje vivem. Ao ponto de terem combinado uma guerra com o inimigo e antigo compatriota, em proveito próprio e em detrimento das suas próprias populações. Enfim, uma guerra feudal com armas mais mortíferas. Esperemos, ao menos, que tenha sido a última guerra feudal da Europa – o que não é certo, visto que, neste preciso momento, a Europa está pendurada do que vai acontecer no Kosovo nas próximas semanas...

– Agora que estás no espaço físico do que foi a Jugoslávia, consegues compreender o que era o «titismo»?

– Nada melhor, para isso, do que fazer uma pequena viagem até à Istria. Não conheço o sul, a Dalmácia, mas parece que é no norte, na Istria de forte influência latina, onde os símbolos do tempo do Tito estão mais bem preservados. A ideia com que fiquei é a de que aos istrios tanto se lhes dá quem é o dono, querem mesmo é chatear e têm consciência de que são diferentes de todos quantos por lá passaram – romanos, francos, venezianos, austríacos, italianos ou jugoslavos. É uma bela região, que faz muito lembrar o nosso Alentejo, com bom peixe e bom vinho. Tem memoriais aos partisans mortos em todas as curvas da estrada, tem pequenas estátuas de absoluto mau gosto a tudo o que é trabalhador e combatente contra o fascismo, tem exemplos de modernismo desajeitado ao estilo socialista menos imaginativo que se possa conceber, mas tem um espírito inimitável. Tu já estiveste em Cuba, é capaz de não ser muito diferente.

– Em relação ao espírito talvez não, mas quanto ao resto, tirando eventualmente o memorial do Che, em Santa Clara, não conheço grandes exemplos do «estilo socialista» em Cuba...

– A arquitectura de Zagreb, a capital, tem que se lhe diga. Aqui, as pessoas chamam-lhe arquitectura socialista, cá para mim é do mais fascista que eu conheci, se exceptuarmos o facto de que houve mais preocupação em rodear os blocos de apartamentos com espaços verdes e os acessos para as cadeiras de rodas terem cá chegado numa altura em que em Portugal ainda se pensava que um coxo tinha que subir até ao terceiro andar num cesto de verga. Até as igrejas (sim, as igrejas, por mais que os católicos se chorem havia igrejas no tempo do Tito) parecem tentativas desajeitadas de fazer uma arquitectura modernaça. Havia outros maus hábitos, que nós associamos ao salazarismo, como as luvas, as galinhas para o senhor doutor, o engraxar dos funcionários, e por aí adiante. As pessoas tinham casas, não havia especulação imobiliária, aliás está a ser um choque para muita gente habituar-se ao facto de que é preciso pagar uma renda de casa que parece subir quando lhe apetece, e que as penhoras existem. A cultura, por um lado, deve ter sido uma das preocupações do regime (ainda hoje, em Zagreb e não só, há frequentes concertos e exposições, muito mais do que em Lisboa), por outro lado não deve ter sido muito eficaz, tendo em conta que, depois da queda do socialismo, o país foi tomado de assalto por uma vaga avassaladora de analfabetos, e esses analfabetos devem ter vindo de algum lado (alguns vieram dos Estados Unidos, mas isso está longe de explicar tudo). O sistema de saúde pública está a ser alvo de feroz privatização mas, mesmo assim, ainda é mais eficaz do que aí. As pessoas ainda ficam escandalizadas quando têm que esperar meia hora por uma consulta da Caixa! Imagina!

– E hoje? Os croatas são mais felizes?

– As pessoas vivem como podem. O povo, aquela entidade que, tomada na generalidade, apaga os nossos eus, vive pior. Dantes comia melhor, bebia melhor, a comida tinha mais sabor, ao fim e ao cabo este país (como já te disse) é muito rural. Agora têm centros comerciais com produtos importados, têm preços europeus, e quem se soube aproveitar tem bons jipes e carros muito caros. O mau hábito, muito comum em Portugal desde há séculos, de encomendar um trabalho e pagar tarde, mal ou nunca institucionalizou-se recentemente aqui. Algumas pessoas agradecem quando recebem alguma coisa. Para elas é uma coisa nova e, claro está, sentem-na como uma injustiça.

– Quando viajou por esses lados, o Mário-Henrique Leiria disse que «tirou o casaco e bebeu que se fartou». E tu?

– Ah, sim! Gosto dessa imagem do casaco, porque há uma coisa que me esqueci de dizer à bocado: aqui ainda se confia que se pode deixar o casaco nas costas da cadeira do café sem pensar que podem tirar de lá a carteira. E nessa altura muito deve ter bebido ele! Como te disse, dantes bebia-se mais e comia-se mais, mas hoje ainda se come muito e se bebe a condizer. Agora as coisas estão mais misturadas, dá-me ideia que há menos espontaneidade (e a falta de dinheiro também contribui para isso). Muita gente vive na angústia de imitar os austríacos e é frequente ouvir as pessoas dizerem que são indignos de entrarem na União Europeia por não conseguirem imitá-los correctamente. Quanto a mim acho que é uma ideia suicida e a única coisa que me conforta é que há, ainda assim, muito quem pense de maneira mais inteligente.

– Bebe-se bem, na Croácia?

– Há excelentes tintos da Macedónia a bom preço. E rakia (aguardente) caseira que bate qualquer whisky de fábrica com facilidade. A água é como nos outros sítios. O leite também, vem em vacas quadradas de cartão, com abertura fácil.

– E como é que, a partir daí se vê o mundo?

– Vista daqui, a Europa parece ter entrado num caminho irreversível de populismo furioso. Vista de Amesterdão deve parecer ligeiramente diferente, mas não creio que muito diferente. A China socialista está a construir o maior centro comercial do mundo, com pista de esqui e tudo, é um dos maiores credores de títulos do tesouro dos Estados Unidos, e há agências que promovem casamentos entre as camponesas dos arredores de Shangai e os shangaienses ricos. Em Portugal continua a chafurdar-se na questão da pedofilia. Queres que continue?

– Portugal, Croácia? Hoje, qual o melhor lugar para viver?

– É difícil de dizer. Sabes que são países muito parecidos? Ao menos, estando aqui, sempre mudo de ares.

– Olha à tua volta e diz lá: valeu a pena o doutor Mário Soares ter guardado o socialismo na gaveta?


– Foi coisa que nunca me preocupou. Quero eu lá saber das gavetas do doutor Soares! Mas é curioso, parece que os socialistas, pelo menos em França, ainda estão à espera que a União Europeia lhes pague uma dívida por terem metido o socialismo na gaveta. Bem podem esperar, ao fim e ao cabo a melhor imagem com que acabaram por ficar para a história é a de palhaço rico.

– O que é que tu gostavas que o 25 de Abril tivesse sido?


– Não gostava. Nunca esperei que o 25 de Abril trouxesse soluções milagrosas e, como já te disse, até achava que ia trazer uma série de desastres agarrados. Mas talvez haja algo de ciúme nisto. No fim de contas o 25 de Abril roubou-me a revolução que eu gostaria de ter feito. Estás-me a ver à frente das multidões empolgadas, com as balas a assobiarem à minha volta? Acho que o melhor mesmo foi terem feito o 25 de Abril, assim simples e desastrado. Ao menos está feito, e pronto.

– De tudo o que aconteceu nessa altura, que episódios mais te marcaram?


– Podias escrever um livro só com este parágrafo! Ó pá, sei lá!

– Tens saudades do PREC?

– Nenhumas.

– Tens saudades de quê?


– Apanhaste-me desprevenido. Não sei.

– Se se proporcionasse outra revolução em Portugal gostavas de estar cá para ver?

– Para ver? Outra revolução? Mas houve alguma revolução?

– Desta vez, qual era o papel que escolhias para ti próprio?

– O mesmo que tenho agora, escrevia uma história.

– O Eça dizia que Portugal não é um país, é um lugar mal frequentado. Tinha razão?

– Não, não tinha, todo o mundo é um lugar mal frequentado. E não só. É a isso que se chama biodiversidade.

– «Cumpriu-se o mar; falta cumprir-se Portugal», quem o disse foi Fernando Pessoa...

– Chiça, Viriato, nem aqui me deixam em paz com o Pessoa? Que raio de frase mais parva, essa.

– E por falar em mar: porque é que viajaste sempre e só pela Europa? Calhou ou foi uma escolha?

– Pronto, vou dizer uma banalidade. Eu viajo sobretudo aqui dentro (da cabeça). Fora daqui vou indo para onde calha. Ao sabor do vento.

– E depois da Croácia? Pensas ir para onde?

– Para onde calhar. Ao sabor do vento.

In Contas à Vida | Ed. Sete Caminhos | 2005

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