Com Camilo Mortágua em Aveiro

b_500_400_16777215_00_images_actual_ajavcamilo2.jpg

O segundo volume da memória autobiográfica de Camilo Mortágua, “Andanças para a Liberdade”, foi ontem apresentado no Museu de Arte Nova de Aveiro, por iniciativa do núcleo local da Associação José Afonso.

Viriato Teles e Miguel Cardina, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, falaram do percurso pessoal e político de Camilo Mortágua, que por seu lado lembrou alguns episódios da luta contra a ditadura em que esteve envolvido juntamente com Hermínio da Palma Inácio.

O coral Voz Nua, Rui Oliveira e Micaela Vaz também marcaram presença, com alguns apontamentos musicais, nesta apresentação, que faz parte do programa da AJA-Aveiro para as celebrações do seu 3º aniversário, que se assinala quase em simultâneo com os 40 anos da Revolução dos Cravos. À noite, pudémos ouvi-los de novo, Voz Nua e Rui Oliveira, desta vez “a sério”, no concerto que decorreu no auditório do departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e que culminou com mais um grande espectáculo de José Medeiros.

Mais sugestões de leitura

  • Bom dia, tristeza Open or Close

    É uma cidade triste cheia de gente triste. Tão triste como o odor que se sente nas ruas, intenso e incomodativo. «Cheira a ciganos e a comunistas», explica-me Mihaela, com um sorriso igualmente triste. Como Viorel, Alexandru, Alma ou Teodor, Mihaela tomou parte activa na revolução de Dezembro e sente, agora, a desilusão própria de quem vê frustrados os seus sonhos. Uma viagem pela Roménia pós-comunista, em tempo das primeiras eleições livres. Ou quase.

    O Jornal | 1.Jun.1990

    Ler Mais
  • Maria Teresa Horta Open or Close

    Uma mulher que gosta de ser mulher e por isso não se conforma com aquilo que dizem ser o destino das mulheres. E por isso luta, e por isso escreve, e por isso grita. Eis Maria Teresa Horta, mulher e escritora que a partir dos anos 60 se afirmou como uma voz central da poesia portuguesa, pela coragem de romper com estereótipos e tabus que pareciam inquestionáveis.
    O corpo, o prazer, o sexo, eram então coisas sobre as quais uma senhora não deveria falar, muito menos em público. E por isso quando, em 1972, se junta a Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa para a publicação das Novas Cartas Portuguesas, o escândalo foi tremendo: o livro foi apreendido e as autoras levadas a julgamento.

    Ler Mais
  • A terra e a memória Open or Close

    O passado é o espelho enevoado de tudo o que fomos. O futuro é a visão difusa daquilo que queremos. Entre os dois extremos do tempo, correm os dias, morrem os sonhos, cumprem-se os rituais. É assim em todas as terras. Até na minha, que é uma terra igual às outras, com a diferença que é a minha e por isso sou mais dela do que das outras, mesmo se muitas terras já os meus olhos viram e amaram.

    Prefácio a Da Minha Terra e de Seu Povo, de Joaquim Quintino | 1995

    Ler Mais
  • À flor das cidades Open or Close

    Viriato escreve como se estivesse de partida para mais um combate que vai perder. Como se interminavelmente esperasse a amada num bar da Havana velha sabendo que a amada não vai empurrar os batentes. Viriato sabe que a revolução é um lírio da Mesopotâmia. Na interminável espera, Viriato escreve, talvez em toalhas de papel. Mas não desespera.

    Ler Mais