Os Dias Cantados - Parte 1

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Chega hoje ao fim a primeira série de Os Dias Cantados, rubrica diária das manhãs da Antena 1, escrita e realizada por António Macedo e Viriato Teles. As primeiras 40 canções abrangem o período até 25 de Abril de 1974.

Acordai, de Fernando Lopes-Graça, data dos anos 40 do século XX e marca, de algum modo, o nascimento da «canção de resistência» em Portugal. Pelo seu simbolismo, foi também a escolhida para encerrrar esta primeira seleccção de canções que fizeram os dias cantados.

Este fim-de-semana (domingo, dia 27), a Antena 1 apresenta uma edição especial d'Os Dias Cantados, onde vão ser apresentadas algumas das (muitas) canções que, por limitações óbvias, tievram de ficar de fora da selecção de 40. Para os eventuais interessados, segue-se a lista completa das canções apresentadas nesta primeira série, com as datas de primeira emissão e as respectivas ligações ao podcast da Antena 1, onde podem voltar a ser ouvidas:

1 – Os Vampiros – José Afonso (3/3)

2 – Trova do Vento que Passa – Adriano Correia de Oliveira (4/3)

3 – Livre – Manuel Freire (5/3)

4 – Recuso-me – Luís Cília (6/3)

5 – Eh! Companheiro – José Mário Branco (7/3)

6 – Era de Noite e Levaram  – José Afonso (10/3)

7 – Juventude (É Preciso Avisar Toda a Gente) – Francisco Fanhais (11/3)

8 – Como Hei-de Amar Serenamente – Adriano Correia de Oliveira (12/3)

9 – Abandono – Amália Rodrigues (13/3)

10 – Mudar de Vida – Carlos Paredes (14/3)

11 – Eles – Manuel Freire (17/3)

12 – Por Terras de França – José Mário Branco (18/3)

13 – Cantar de Emigração – Adriano Correia de Oliveira (19/3)

14 – Domingo em Bidonville – Quarteto 1111 (20/3)

15 – Amor Novo – Luís Rego (21/3)

16 – A Ronda do Soldadinho – José Mário Branco (24/3)

17 – Pedro o Soldado – Manuel Freire (25/3)

18 – Há Erva lá na Picada (Cancioneiro do Niassa) – João Maria Pinto e Janita Salomé (26/3)

19 – Menina dos Olhos Tristes – José Afonso (27/3)

20 – Canção com Lágrimas – Adriano Correia de Oliveira (28/3)

21 – Vamos Brincar à Caridadezinha – José Barata Moura (31/3)

22 – Tango dos Pequenos Burgueses – José Jorge Letria (1/4)

23 – Flor de Laranjeira – Filarmónica Fraude (2/4)

24 – Barnabé – Sérgio Godinho (3/4)

25 – Tourada – Fernando Tordo (4/4)

26 – A Lenda d’El Rei Dom Sebastião – Quarteto 1111 (7/4)

27 – Liberdade – João Maria Tudela (8/4)

28 – Canção Para um Povo Triste – Vieira da Silva (9/4)

29 – Desfolhada – Simone de Oliveira (10/4)

30 – Canção de Madrugar – Hugo Maia de Loureiro (11/4)

31 – Pedra Filosofal – Manuel Freire (14/4)

32 – Que Força é Essa – Sérgio Godinho (15/4)

33 – A Morte Saiu à Rua – José Afonso (16/4)

34 – Calçada de Carriche – Carlos Mendes (17/4)

35 – Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades – José Mário Branco (18/4)

36 – Erguem-se Muros – Adriano Correia de Oliveira (21/4)

37 – Arte Poética – José Jorge Letria (22/4)

38 – Erguer a Voz e Cantar (Canta Canta Amigo Canta) – António Macedo (23/4)

39 – Venham mais Cinco – José Afonso (24/4)

40 – Acordai – Fernando Lopes Graça e Coro da Academia dos Amadores de Música (25/4)

Os Dias Cantados - 1ª série
Autoria e edição: António Macedo e Viriato Teles
Locução: António Macedo
Sonorização: António Antunes

Emissão de 2ª a 6ª feira, após o noticiário das 9h30, na Antena1, entre 3 de Março e 25 de Abril de 2014

Mais sugestões de leitura

  • Contas à Democracia Open or Close

    Não é filósofo, nem sociólogo, tampouco analista político. Viriato Teles é apenas um português embrenhado no seu tempo, que vive a vida interpelando-a, com o dom superior de saber ouvir vozes individuais para, registando-as na palavra escrita, as devolver, plenas e inquiridoras, ao colectivo a que pertencem. (...) São 20 conversas desatadas por entrevistas a personalidades de diversas áreas da sociedade nacional, que viveram a revolução com frémito e esperança; não lhes é perguntado onde estavam no 25 de Abril, mas onde está e para onde vai o 25 de Abril; são as parcelas da prova dos nove que nos desfralda uma verdade irrefutável: Abril está na prática quotidiana da denúncia da injustiça, no inconformismo e na luta pela felicidade, o combate que legitima o homem, agora e sempre.

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    Ao que parece, o estado-maior do PSD não viu nisto nada de mais, o que se compreende: afinal, Hitler limitou-se a exterminar seis milhões de judeus, uma insignificância. Se a «solução final» tivesse sido concluída (ou seja, se em vez de apenas seis milhões, tivessem morrido todos) não haveria hoje ninguém para reclamar a verdade sobre o ouro roubado, o que seria um descanso para os anti-semitas em geral e para Carlos Azeredo em particular.

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