Mais Dias Cantados na Antena 1

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Estreia hoje na Antena 1 a segunda série de Os Dias Cantados, a rubrica da rádio pública que evoca as canções que foram a "banda sonora" da Revolução dos Cravos. Os dias quentes que se seguiram ao 25 de Abril foram tema para muitas canções que ficaram.

Depois de 40 canções que ajudaram à libertação, a partir de hoje poderão ouvir-se nas manhãs da Antena 1 os temas com que se celebrou e praticou a liberdade.

"Maré Alta", de e por Sérgio Godinho, foi a canção que mais se ouviu nos dias que se seguiram ao 25 de Abril de há 40 anos. E é, por isso mesmo, a primeira canção da segunda série de Os Dias Cantados, que vai estar "no ar" até dia Junho. Para continuar a ouvir todas as manhãs, na Antena 1, após o noticiário das 9h30. Pode ouvir todas as emissões aqui, em podcast.

Os Dias Cantados - 2ª série
Autoria e edição: António Macedo e Viriato Teles
Locução: António Macedo
Sonorização: Carlos Felgueiras
Emissão de 2ª a 6ª feira, após o noticiário das 9h30, na Antena1

Mais sugestões de leitura

  • Cântico de alegria e raiva Open or Close

    Em 2005, o Chile ainda tinha cinco presos políticos: Hardy Peña Trujillo, Claudio Melgarejo Chávez, Fedor Sánchez Piderit e Pablo Vargas López, encarcerados na vigência do primeiro governo democrático... por terem atentado, anos antes, contra a ditadura militar. Ao mesmo tempo, apesar de já não estar no poder, Augusto Pinochet ainda se passeava pelo mundo. Foi assim que, a partir de Santiago, o poeta Luís Ariasmanzo lançou um apelo à solidariedade de escritores de vários países. O resultado foi o manifesto poético El Verbo Descerrajado, uma antologia que contou com a participação de oito dezenas de poetas das Américas e da Europa.

    El Verbo Descerrajado
    Ediciones Apostrophes 2005

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  • Otelo Saraiva de Carvalho Open or Close

    À conversa, tende com alguma frequência a falar de coisas colectivas na primeira pessoa, mas que outra coisa poderá fazer o homem que delineou a «ordem de operações» e controlou todo o desenvolvimento do golpe militar de 25 de Abril? Não viveu a festa desse dia nas ruas, mas foi ele quem a tornou possível: do quartel-general do MFA, instalado no Regimento de Engenharia 1 da Pontinha, coube-lhe gerir cada passo dos capitães, desde a saída dos quartéis até à tomada do Carmo por Salgueiro Maia. (...) Fala com o coração, mas sabe modelar o discurso com a habilidade do actor que quis ser (...). Não chegou a concretizar esse desejo, mas coube-lhe em sorte o papel central na aventura que mudou as nossas vidas.

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  • O mundo segundo Carlos Paredes Open or Close

    Tenham a bondade, senhoras e senhores. Instalem-se bem. Depurem os tímpanos e afaguem a alma, para que não percam uma só nota daquilo que vão ouvir. Estes sons raros e delicados vêm de uma antiquíssima galáxia povoada de gente boa, onde o mais importante são os Amigos e as infinitas formas de partilhar com eles os sentimentos, os afectos, as emoções. Os Amigos, então. São eles, mais do que a própria guitarra que tanto venera, aquilo que acima de tudo importa no universo de Carlos Paredes. À volta da música surge a conversa, sempre em busca de um superior conhecimento do mundo. Para Mestre Paredes, as coisas são tão simples como respirar: «As pessoas gostam de me ouvir tocar guitarra, a coisa agrada-lhes e eles aderem. Não há mais nada.»

    Introdução ao CD O melhor de Carlos Paredes | 1998

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  • Nós, os que voámos Open or Close

    Éramos jovens e pensávamos. Lembro-me: a cidade ainda não existia, Ílhavo era apenas Ílhavo, heróico poema das canções do Professor Guilhermino, vila maruja dada a devaneios de aquém e de além mar, traduzidos em histórias que o tempo transformou em lendas. Lembro-me dos doidos e dos outros, dos temores e das dúvidas, dos silêncios, dos beijos tímidos. Lembro-me também que por vezes era de noite e levavam-nos os amigos ou a família, para a guerra ou para a prisão. Havia medo, apesar da inocência que exibíamos nesses tempos. Mas havia também outra gente e outra ainda, muita gente. E foi assim que se chegou ao tempo da revolução, o tempo da revelação.

    Prefácio a Marginal - Poemas breves e cantigas, de Vieira da Silva | 2002

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