Os Dias Cantados - Parte 2

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Chega hoje ao fim a segunda série de Os Dias Cantados, rubrica diária das manhãs da Antena 1, escrita e realizada por António Macedo e Viriato Teles. Esta segunda série de 40 canções abrange o período que se seguiu ao 25 de Abril de 1974 e que concentrou toda a efeverscência criativa gerada pelo processo revolucionário.

Eu Vim de Longe, Eu Vou Pra Longe, a Chulinha de José Mário Branco é uma canção que retrata esse ciclo criativo ímpar da história recente e o modo como ele se cumpriu. Também por este aspecto simbólico, foi a escolhida para encerrar esta segunda seleccção de canções que fizeram os dias cantados.

Este fim-de-semana (domingo, dia 22), a Antena 1 apresenta mais uma edição especial d'Os Dias Cantados, desta vez com a duração de duas horas. À semelhança do que aconteceu com o especial que encerrou a primeira série, também neste programa vão ser apresentadas mais algumas das (muitas) canções que não foi possível incluir nas 40 que passaram nas emissões diárias.

Para os eventuais interessados, segue-se a lista completa das canções apresentadas nesta segunda série, com a indicação dos intérpretes, datas de emissão e as respectivas ligações ao podcast da Antena 1, onde podem voltar a ser ouvidas:

1 – Maré Alta – Sérgio Godinho (28/4)

2 – Portugal Ressuscitado – Fernando Tordo, Tonicha e Grupo InClave (29/4)

3 – Somos Livres – Ermelinda Duarte (30/4)

4 – Já Chegou a Liberdade – Tonicha (1/5)

5 – Antes Que Seja Tarde – Paulo de Carvalho (2/5)

6 – A Cantiga é uma Arma – GAC - Grupo de Acção Cultural Vozes na Luta (5/5)

7 – Liberdade – Sérgio Godinho (6/5)

8 – O que faz falta – José Afonso (7/5)

9 – Cravo Vermelho ao Peito – José Barata Moura (8/5)

10 – Hino da Intersindical – Coro dirigido por Pedro Osório (9/5)

11 – Alerta – GAC - Grupo de Acção Cultural Vozes na Luta (12/5)

12 – A Boca do Lobo – Carlos Cavalheiro (13/5)

13 – Madrugada – Duarte Mendes (14/5)

14 – Uma Flor de Verde Pinho – Carlos do Carmo (15/5)

15 – Portugal no Coração – Os Amigos (16/5)

16 – Venha Cá Senhor Burguês – Fausto (19/5)

17 – Cai Cai – Fernando Tordo (20/5)

18 – Só de Punho Erguido – José Jorge Letria (21/5)

19 – Tejo Que Levas as Águas – Adriano Correia de Oliveira (22/5)

20 – Menina Estás à Janela – Vitorino (23/5)

21 – Companheiro Vasco – Maria do Amparo e Carlos A. Moniz (26/5)

22 – O Facho – Paulo de Carvalho (27/5)

23 – Os Lobos: Eles Estão Aí – Vieira da Silva (28/5)

24 – Água Mole em Pedra Dura – Pedro Barroso (29/5)

25 – Quem Não Trabalha Não Come – Grupo Outubro (30/5)

26 – Tanto Mar – Chico Buarque (2/6)

27 – O Malhão Não é Reaccionário – Quim Barreiros (3/6)

28 – Em Guarda Pela Revolução – Paco Bandeira (4/6)

29 – Alípio de Freitas – José Afonso (5/6)

30 – Uns Vão Bem e Outros Mal – Fausto (6/6)

31 – Portugal – Georges Moustaki (9/6)

32 – Fado de Alcoentre – Fernando Tordo (10/6)

33 – Pezinho da Vila – Brigada Victor Jara (11/6)

34 – Os Índios da Meia Praia – José Afonso (12/6)

35 – Se Tu Fores Ver o Mar (Rosalinda) – Fausto (13/6)

36 – Ir e Vir – GAC - Grupo de Acção Cultural Vozes na Luta (16/6)

37 – Chão Nosso – Grupo Trovante (17/6)

38 – Namoro – Sérgio Godinho (18/6)

39 – Se Vossa Excelência – Adriano Correia de Oliveira (19/6)

40 – Eu Vim de Longe, Eu Vou Pra Longe – José Mário Branco (20/6)

Os Dias Cantados - 2ª série
Autoria e edição: António Macedo e Viriato Teles
Locução: António Macedo
Sonorização: Carlos Felgueiras
Emissão de 2ª a 6ª feira, após o noticiário das 9h30, na Antena1, entre 28 de Abril e 20 de Junho de 2014

Mais sugestões de leitura

  • Otelo Saraiva de Carvalho Open or Close

    À conversa, tende com alguma frequência a falar de coisas colectivas na primeira pessoa, mas que outra coisa poderá fazer o homem que delineou a «ordem de operações» e controlou todo o desenvolvimento do golpe militar de 25 de Abril? Não viveu a festa desse dia nas ruas, mas foi ele quem a tornou possível: do quartel-general do MFA, instalado no Regimento de Engenharia 1 da Pontinha, coube-lhe gerir cada passo dos capitães, desde a saída dos quartéis até à tomada do Carmo por Salgueiro Maia. (...) Fala com o coração, mas sabe modelar o discurso com a habilidade do actor que quis ser (...). Não chegou a concretizar esse desejo, mas coube-lhe em sorte o papel central na aventura que mudou as nossas vidas.

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  • Como é que ele conseguiu? Open or Close

    A minha primeira impressão deste livro é a pesquisa exaustiva que o autor fez dos entrevistados. Quando a gente termina aquela leitura já estamos prontos para dar um mergulho na entrevista e já o fazemos com água na boca. Quase como quando um requintado cozinheiro envia para a mesa uma travessa apetitosíssima, suculenta, que a gente fica doido para devorar. Isso, para além do talento deste autor, que tem muito a ver com a honestidade profissional, do apuro e do contentamento de quem a escreve. (...) «Bocas de Cena» é um livro excelente com uma dezena de entrevistados inatingíveis, e a pergunta é: Como é que ele conseguiu?

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  • Cântico de alegria e raiva Open or Close

    Em 2005, o Chile ainda tinha cinco presos políticos: Hardy Peña Trujillo, Claudio Melgarejo Chávez, Fedor Sánchez Piderit e Pablo Vargas López, encarcerados na vigência do primeiro governo democrático... por terem atentado, anos antes, contra a ditadura militar. Ao mesmo tempo, apesar de já não estar no poder, Augusto Pinochet ainda se passeava pelo mundo. Foi assim que, a partir de Santiago, o poeta Luís Ariasmanzo lançou um apelo à solidariedade de escritores de vários países. O resultado foi o manifesto poético El Verbo Descerrajado, uma antologia que contou com a participação de oito dezenas de poetas das Américas e da Europa.

    El Verbo Descerrajado
    Ediciones Apostrophes 2005

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  • A história incrível de Matías Perez Open or Close

    Há 150 anos, um comerciante português a viver em Havana subiu aos céus num balão e (...) deu origem a uma expressão popular que ainda hoje se utiliza em Cuba: «Voou como Matías Pérez».

    O Independente | 2000

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