Mais sugestões de leitura

  • O direito à preguiça Open or Close

    «Face aos meios de produção modernos e à sua ilimitada potência reprodutiva, há que moderar a paixão extravagante dos operários pelo trabalho e obrigá-los a consumir as mercadorias que produzem.» Esta frase foi escrita há 125 anos por Paul Lafargue, revolucionário francês e genro de Karl Marx, num manifesto que fez furor e causou escândalo, tanto entre a burguesia como entre a classe operária desse tempo. Chamava-se O Direito à Preguiça e exaltava as virtudes do ócio e do lazer contra os malefícios do trabalho.

    Zoot | Outono 2009

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  • O senhor Lopes e o cantador Open or Close

    Um concerto de Fausto esteve agendado para a noite de 24 de Abril de 2004, no Terreiro do Paço, mas acabou desmarcado por «indicações superiores». O presidente da Câmara de Lisboa, que organizou o espectáculo, era Pedro Santana Lopes, e a decisão de desconvidar o cantor ocorreu na altura em foi referida pelos círculos do poder a necessidade de «retirar qualquer conotação ideológica ao 25 de Abril». Como se vê.

    Focus | 12.Mai.2004

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  • Na morte de Luís Pignatelli Open or Close

    «O Luís Pignatelli faz aqui muita falta», lamentava-se, uma destas tardes, o Armando Baptista-Bastos ao balcão do Expresso, um dos últimos lugares de convívio do largo a que deram o nome de Trindade Coelho, mas que há-de ser sempre da Misericórdia, por maioria de razão popular. Naquele espaço por onde os afectos ainda vão circulando, disfarçados de imperiais e cariocas de limão, a falta que o Luís faz é particularmente sentida. E o lamento do Bastos nem sequer precisa de ter resposta, todos sabem que é verdade. Sente-se nas conversas, quer sejam contra o Cavaco ou em glória de um soberbo frontispício feminino que vai passando pelo largo onde os pombos promoveram uma ocupação selvagem.

    Revista MPP | Julho 1994

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  • Perompomperos e outros olés Open or Close

    Há um ano, uma centena de auto-intitulados «patriotas anti-espanhóis» manifestaram-se, no dia 1 de Dezembro, contra o iberismo, Miguel de Vasconcelos e a Volta a Espanha em Bicileta. «Antes morto que espanhol», apregoavam então os manifestantes, entre os quais se encontravam alguns africanos, presume-se que de língua oficial portuguesa.

    RCS | 2.Dez.1998

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