Mais sugestões de leitura

  • Em tempo de Natal Open or Close
    Em tempo de Natal, as leis e os tribunais ficam um pouco como os pombos: aceitam aquilo que lhes dão e procuram não ser muito severos com a aplicação da justiça. Além disso, como toda a gente sabe, é preciso ser-se complacente de vez em quando ...
    O Diário | 26.Dez.1980
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  • O silêncio da terra Open or Close

    «Não acredito muito nos pessoas que apenas se comovem quando ouvem falar de coisas de carácter político. Não basta fazer canções sobre a paz ou sobre a guerra, é preciso ter em conta também uma outra poesia que nos fale da beleza das paisagens, dos rios que correm, da natureza que se manifesta.» Em Março de 1985, Atahualpa Yupanqui esteve em Portugal para realizar dois concertos únicos por iniciativa da Embaixada da República Argentina. Nos palcos da Aula Magna, em Lisboa, e do Rivoli, no Porto, acompanhado apenas pela sua guitarra (“a la guitarra grave y honda que jumbrosa estremecida y soledosa, desvelada quiero referirme”), deu-se-nos, durante cerca de duas horas, o trovador maior das pampas, “payador” que foi perseguido e nunca desistiu de se interrogar, a ele próprio e a quantos o ouvem, a propósito dos sentidos possíveis da vida.

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  • O grito de guerra dos genes Open or Close

    Ernesto Guevara, chamado o Che, era um homem complexo e dinâmico — diferente de outros, lineares, cinzentos, sempre iguais de tão monotemáticos. Não falo do revolucionário, nem do homem de Estado, nem do pai de família, nem do amante, nem do aventureiro; falo do homem que continha em si todos esses homens... Repito: era um homem complexo, profundo, crítico e sumamente vital. O Che morreu muito jovem, mas morreu obcecado com a vida que ainda poderia construir-se; Fidel agarra-se à vida com unhas e dentes, ainda que apenas fale de morte.

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  • Mário Alberto Open or Close

    Baptista-Bastos chamou-lhe «um predador com asas de anjo, um ser cada vez mais raro». E Joaquim Letria assinala-lhe «a franqueza de quem nunca foi hipócrita e é sensível às coisas importantes da vida». Os amigos, todos eles, e até os inimigos, sabem que é verdade. Nasceu em Lubango, Angola, cresceu no Alentejo, e viveu a maior parte da vida no Parque Mayer, cujos segredos conhece como poucos. Antifascista irredutível, militante do sarcasmo e heterossexual assumido, habituou-se a praticar o humor e o amor com igual intensidade e o mesmo empenhamento.

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