Um grammy para Carlos do Carmo

ccfado_k300.jpg

A longa vida artística de Carlos do Carmo acaba de ser coroada com o Grammy, o mais importante prémio da indústria musical, atribuído pela Recording Academy dos Estados Unidos. Um prémio mais – e com certeza o mais cobiçado – a celebrar uma das vozes essenciais da Música Portuguesa e o mais aplaudido intérprete de Fado do nosso tempo.

Cantor de excelência, Carlos do Carmo teve, dez anos atrás, uma outra consagração de relevo com o Prémio José Afonso, que esteve na origem de um livro que talvez valha a pena reler: Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo. Afinal, nenhuma destas palavras perdeu qualquer sentido.

Carlos do Carmo, sempre do Fado, cada vez mais do Mundo.

Parabéns ao Artista. Um abraço ao Amigo.

Mais sugestões de leitura

  • Zeca de corpo e alma Open or Close

    Tenho para mim que o mais difícil de cada vez que alguém pretende fazer novas versões de temas antigos – sobretudo de canções tão marcantes como são, por regra, todas os de Zeca – é que não basta ser fiel à forma e ao conteúdo dos originais, mas é sobretudo importante manter intacto o seu espírito. Porque cada canção tem uma alma própria, que é preciso respeitar e manter intacta, por maiores que sejam as transformações, legítimas, que o corpo possa sofrer. E é isso que se sente neste disco ..

    Introdução ao CD Abril, de Cristina Branco | 2007

    Ler Mais
  • Em tempo de Natal Open or Close
    Em tempo de Natal, as leis e os tribunais ficam um pouco como os pombos: aceitam aquilo que lhes dão e procuram não ser muito severos com a aplicação da justiça. Além disso, como toda a gente sabe, é preciso ser-se complacente de vez em quando ...
    O Diário | 26.Dez.1980
    Ler Mais
  • Mãos de fala Open or Close

    Tem uns olhos grandes, profundos, penetrantes. E as mãos. As mãos que, em palco, criam um espaço próprio dentro do cenário, tornam-se, à conversa, num elemento do diálogo, tão intenso como cada vocábulo, cada sorriso, cada momento. Tem uns olhos grandes e chama-se Juliette Greco. Ou Jujube, segundo a sua autobiografia. É uma latina orgulhosa, e canta. Boris Vian, Jacques Brel, Prèvet, Ferré. “Canto sempre aquilo de que gosto e, por isso, não tenho canções preferidas”, frisa.

    Ler Mais
  • Louvor das Palavras e dos Amigos Open or Close

    A banalização das palavras é um dos pecados mortais da comunicação dos nossos dias, sobretudo quando praticada por quem faz das palavras o instrumento principal do seu ofício. Porque as palavras não são nunca apenas aquilo que significam nos dicionários, mas sobretudo o que significam nas nossas vidas. ...Tudo isto a propósito dos 75 anos que o Fernando Assis Pacheco faria hoje...

    Ler Mais