Um grammy para Carlos do Carmo

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A longa vida artística de Carlos do Carmo acaba de ser coroada com o Grammy, o mais importante prémio da indústria musical, atribuído pela Recording Academy dos Estados Unidos. Um prémio mais – e com certeza o mais cobiçado – a celebrar uma das vozes essenciais da Música Portuguesa e o mais aplaudido intérprete de Fado do nosso tempo.

Cantor de excelência, Carlos do Carmo teve, dez anos atrás, uma outra consagração de relevo com o Prémio José Afonso, que esteve na origem de um livro que talvez valha a pena reler: Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo. Afinal, nenhuma destas palavras perdeu qualquer sentido.

Carlos do Carmo, sempre do Fado, cada vez mais do Mundo.

Parabéns ao Artista. Um abraço ao Amigo.

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    «Satanás já não esconde as suas motivações. Os textos das canções condenam abertamente o cristianismo e apresentam a adoração do demónio como alternativa. A violência, o sexo, a rebelião e as drogas não são unicamente objecto de promoção, mas também são apresentados directamente ou encenados em palco. As canções fazem a apologia do suicídio e os telediscos levam a mensagem de Satã directamente a nossas casas...» Este discurso assustador não pertence à história da Santa Inquisição, nem tão pouco foi extrajdo de qualquer ritual exorcista da Idade Média. Trata-se, apenas, da expressão mais simples encontrada pelo padre norte-americano Fletcher A. Brothers para definir aquilo que considera ser o «rock satânico-teatral» dos anos 80.

    Se7e | 9.Jun.1986

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