Praça da Europa na Rádio de Portugal

peurop1.jpeg

A Antena 1 inicia hoje a transmissão de uma nova rubrica diária, Praça da Europa, dedicada à divulgação de música e canções dos diferentes países europeus. Trata-se do primeiro espaço da rádio portuguesa inteiramente dedicado à produção musical dos países que integram a União Europeia.

Escrita por Viriato Teles, que também apresenta, com Augusto Fernandes, a Praça da Europa tem produção e sonorização de António Santos e vai dar a conhecer composições musicais de todos os géneros, oriundas dos 27 países que, com Portugal, fazem parte da União Europeia. França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Itália são os países que se vai falar nesta primeira semana.

A Praça da Europa dará primazia a músicas e canções menos conhecidas em Portugal, mas vai dar igualmente atenção aos temas clássicos da canção europeia. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, um pouco antes das 13h, com repetição antes do noticiário das 16h.

Praça da Europa
Autoria: Viriato Teles | Edição: Augusto Fernandes e Viriato Teles | Produção: António Santos | De 2ª a 6ª feira às 12:55 e às 15:55* | Antena 1
* Excepto às 5ªs feiras

Mais sugestões de leitura

  • Silêncio, que vai falar um homem Open or Close

    Venho duma época em que Portugal era, dizia-se, dominado por três éfes: Fátima, o futebol e o fado. Trinta anos passados sobre a manhã de todas as esperanças, a diferença é que o futebol se transformou numa nova religião, cujos deuses, mitos e interesses coabitam tranquilamente com os de Fátima. Ao fado, muitos querem que reste não mais que a função puramente recreativa. Não é esse, nunca foi, o caso de Carlos do Carmo, e por isso a sua música, sendo fado, é também uma música do mundo. E sendo universal, continua genuína e generosamente lusitana.

    Ler Mais
  • Coerência interventiva Open or Close

    Quando se abalançou ao jornalismo, o jovem Viriato (tinha então 15 anos) escolheu bem: o Suplemento Juvenil do República, um diário que se impunha em Portugal graças a uma linha editorial avessa aos compromissos com o poder. Estava-se em 1973, a revolução dos cravos não fazia sequer parte do imaginário português, e essa era a altura em que o lápis azul da censura atacava forte, sem cerimónias, a produção dos homens dos jornais. (...) Das centenas de entrevistas realizadas, Viriato Teles seleccionou as dez que vai ler a seguir. Estiveram para ser doze, não por qualquer analogia com Cristo e os seus 12 apóstolos e a sua Última Ceia. Muitas foram, aliás, as últimas ceias de Viriato Teles (...)

    Ler Mais
  • As voltas do professor Open or Close

    Há uns bons vinte anos, ele era o símbolo de tudo aquilo que não queríamos ver no poder. A candidatura de Freitas do Amaral à Presidência da Repúbica foi, sejamos claros, a última esperança dos velhos fascistas que ainda não se tinham adaptado à democracia. Na verdade, o confronto entre Mário Soares e Professor nas eleições presidenciais de 1986 foi marcado pela clarificação dos campos políticos que, bem ou mal, se afirmavam no terreno. E Soares, que começou a campanha apenas com o apoio de uma íntima fracção do PS, acabou por se sagrar Presidente, eleito pela Esquerda; ao passo que Freitas, apoiado em massa pelas forças da Direita, não conseguiu evitar a derrota na segunda volta.

    Para Consumo da Causa | 10.Mar.2005

    Ler Mais
  • À flor das cidades Open or Close

    Viriato escreve como se estivesse de partida para mais um combate que vai perder. Como se interminavelmente esperasse a amada num bar da Havana velha sabendo que a amada não vai empurrar os batentes. Viriato sabe que a revolução é um lírio da Mesopotâmia. Na interminável espera, Viriato escreve, talvez em toalhas de papel. Mas não desespera.

    Ler Mais