Praça da Europa fecha para obras

b_500_400_16777215_00_images_actual_peurop_int1.jpg

Por decisão pessoal do autor, entendida e aceite pela Direcção de Programas da Antena1, as emissões da Praça da Europa estão suspensas a partir de hoje.

No Facebook, Viriato Teles fez um balanço do caminho percorrido: 

Foram sete meses e 150 canções, através das quais procurámos lançar um olhar (ou será melhor dizer: um ouvir) sobre o vastíssimo património musical dos países da União Europeia. De Zaz a Pavarotti, passando pelos Sex Pistols e Joselito, Django Reinhardt e Benjamin Clementine, Eric Clapton e Nadine Axisa, Alessio Lega e Sauad Massi. E mais uma centena de vozes, de todos os géneros, idades e tempos.

Foram sete meses de muito trabalho, mas também de muito prazer, que devo, em primeiro lugar, a Rui Pêgo, director de Programas da Antena1, que acolheu e acarinhou a ideia desde o início, e aos meus camaradas Augusto Fernandes, que comigo co-editou cada emissão, e António Santos, cuja mestria tem sido demonstrada de modo superior nos diversos programas e rubricas da rádio pública por cuja sonorização é responsável. Mas também a todos os outros: aos músicos e cantores, aos que aplaudiram e aos que criticaram, aos amigos e companheiros de trabalho que, de um ou de outro modo, contribuíram para fazer desta Praça um lugar asseado e agradável (foi-o, pelo menos para mim).

E agradeço, sobretudo, aos Ouvintes, particularmente àqueles que seguiram mais atenta e criticamente a Praça da Europa. Gostei muito de vos ter por perto neste espaço de convívio à esquina da música.

Voltaremos a encontrar-nos, com certeza, um dia destes. Mais cedo do que tarde, assim o espero.

Até lá, é possível ouvir de novo no RTP-Play todas as emissões da Praça da Europa.

Praça da Europa
Autoria: Viriato Teles | Edição: Augusto Fernandes e Viriato Teles | Produção: António Santos | Antena 1 (7.Set.2015 a 9.Abr.2016)

Mais sugestões de leitura

  • Que homem é este? Open or Close

    A campanha eleitoral foi marcada pela recusa de Cavaco em responder a quaisquer questões de algum modo melindrosas para a sua imagem. Interrogado pelos jornalistas sobre as dúvidas levantadas por alguns dos seus negócios, limitou-se a dizer que eram «calúnias». Tanta aparente cobardia só pode ter uma razão: a criatura tem mesmo telhados de vidro, e está com medo que os portugueses descubram a tempo de correr com ele de Belém. Mas esta campanha foi também reveladora quanto aos traços de carácter deste homem que se acha acima de todos os outros.

    Ler Mais
  • Silly season Open or Close

    Dizem-me que a culpa é do tempo instável que se tem feito sentir. Talvez seja. Mas este mês de Agosto tem sido pródigo em novos conceitos e frases espirituosas de alguns actores da grande comédia que é o mundo actual. Não, não falo de George Bush nem da sua mais recente alarvidade - até porque, ao contrário do que sustentam os jornais, não foi uma gaffe: o presidente dos EUA quis mesmo dizer o que disse quando afirmou que «os nossos inimigos não param de pensar em formas de prejudicar o nosso país e o nosso povo, e nós também não». É o que se chama sinceridade.

    Para Consumo da Causa | 18.Ago.2004

    Ler Mais
  • Cantigas de antes e depois de Abril Open or Close

    «Grândola, vila morena / Terra da fraternidade / O povo é quem mais ordena / Dentro de ti, ó cidade...» Vinte minutos passados sobre a meia-noite, os versos iniciais da canção de José Afonso fizeram-se ouvir por todo o país. Através do programa Limite, a Rádio Renascença entrava para a história como a estação de rádio que transmitia a confirmação para a saída dos quartéis dos militares que se preparavam para derrubar a mais velha ditadura da Europa. Era o princípio do fim de 48 anos de um regime político obtuso, nascido entre gritos e lágrimas, mas destinado a terminar no meio de uma grande festa.

    Introdução a E Depois do Adeus, antologia de canções | 2007

    Ler Mais
  • Do lado esquerdo da América Open or Close


    Nascido em Nova York a 3 de Maio de 1919, Pete Seeger é desde há meio século muito mais do que um mito da história da “folk song”. Militante da música como forma de alertar as consciências adormecidas, Seeger permanece como um símbolo de várias gerações de “insatisfeitos”, acreditando firmemente que vale a pena resistir. Norte-americano por nascimento, ele é, no entanto, uma das vozes que mais lucidamente se ergueram contra a massificação cultural imposta pelo poder político e económico dos Estados Unidos.

    Ler Mais