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Textos de Imprensa e Rádio, publicações dispersas.

Mais sugestões de leitura

  • Mãos de falaOpen or Close

    Tem uns olhos grandes, profundos, penetrantes. E as mãos. As mãos que, em palco, criam um espaço próprio dentro do cenário, tornam-se, à conversa, num elemento do diálogo, tão intenso como cada vocábulo, cada sorriso, cada momento. Tem uns olhos grandes e chama-se Juliette Greco. Ou Jujube, segundo a sua autobiografia. É uma latina orgulhosa, e canta. Boris Vian, Jacques Brel, Prèvet, Ferré. “Canto sempre aquilo de que gosto e, por isso, não tenho canções preferidas”, frisa.

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  • O vagabundo das canções de pazOpen or Close

    De Georges Moustaki ficaram vinte discos de originais, que resumem os sonhos eternos deste homem que parecia vaguear ao ritmo dos acasos, atento à realidade na exacta medida daquilo que nela lhe interessava conhecer e partilhar. Vendo-o e ouvindo-o era esta a sensação que muitas vezes transmitia. Mas era, sobretudo, um artista fiel ao código de vida que escolheu. Vagabundo da canção, construtor de melodias para versos simples, amante da paz e de momentos que não se repetem.

    QI | Diário de Notícias | 1.Jun.2013

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  • Para que te serve a línguaOpen or Close

     

    A língua é um instrumento de prazer. Por vezes doce, por vezes amarga. Para usar e abusar. Para aceitar e para recusar. Para dizer. Para amar. Para mentir. Para lutar. Para viver.

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  • Fausto Bordalo DiasOpen or Close

    É um homem discreto e um artista exigente. Gosta de estar com os amigos e não volta costas a um arroz de lampreia nem a uma boa conversa. A música que faz situa-se num patamar superior do espectáculo, em Portugal e no resto do mundo, mas não é isso que o faz correr. (...) É assim o Fausto. Sereno, leal, intransigente em tudo aquilo que considera ser o essencial, tanto na vida como na arte – sendo que a arte é simplesmente uma forma superior de vida. É um homem de convicções – políticas, humanas, estéticas – mas nunca quis ser um homem de certezas. Amigo certo e adversário temível, mantém desde sempre uma relação de distância tanto com o poder político como com o poder mediático, e nunca se vergou perante nenhum. Porque há homens que não têm preço nem querem perder a honra: os homens dignos, como este.

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