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Textos de Imprensa e Rádio, publicações dispersas.

Mais sugestões de leitura

  • A cena do ódioOpen or Close

    Em Junho de 2004, um «concerto de música nacionalista» foi o pretexto para um encontro de skinheads numa skinhouse de Pinheiro de Loures, nos arredores de Lisboa. Uma situação que antecipámos na revista Focus, com esta reportagem que nos valeu alguns insultos e ameaças por parte dos animadores de um tal «fórum nacionalista» da internet.

    Focus | 16.Jun.2004

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  • José Mário BrancoOpen or Close

    Poucos dias passados sobre o 25 de Abril, ele foi o primeiro a definir quais deviam ser os cânones da canção de intervenção, numa reunião de cantores que integraram o Colectivo de Acção Cultural, nascido no alvorar da revolução, e que eram quase todos os que vinham da canção de protesto que marcou os últimos anos da ditadura. O exemplo do que deveria ser feito, agora que o fascismo estava derrubado e a liberdade fora alcançada, apresentou-o José Mário Branco nesse dia. Chamava-se Alerta e marcou a estreia da canção-de-combate após a revolução.

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  • O arco da governaçãoOpen or Close

    Trata-se de um curioso conceito gerado no seio do regime democrático, uma espécie de lei-de-murphy para totós segundo a qual o exercício do poder está reservado aos cérebros iluminados do PS, do PSD e, em caso de necessidade para arredondar as contas, do CDS. Não sei em que ignorado artigo da Constituição está escrito que o poder só pode ser exercido pela direita – ou pelo menos à direita, na vã suposição de que ainda reste ao PS uma qualquer vaga consciência original. Deve ser um dos muitos obscuros desígnios do Senhor, que já provou ser capaz de tudo.

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  • Otelo Saraiva de CarvalhoOpen or Close

    À conversa, tende com alguma frequência a falar de coisas colectivas na primeira pessoa, mas que outra coisa poderá fazer o homem que delineou a «ordem de operações» e controlou todo o desenvolvimento do golpe militar de 25 de Abril? Não viveu a festa desse dia nas ruas, mas foi ele quem a tornou possível: do quartel-general do MFA, instalado no Regimento de Engenharia 1 da Pontinha, coube-lhe gerir cada passo dos capitães, desde a saída dos quartéis até à tomada do Carmo por Salgueiro Maia. (...) Fala com o coração, mas sabe modelar o discurso com a habilidade do actor que quis ser (...). Não chegou a concretizar esse desejo, mas coube-lhe em sorte o papel central na aventura que mudou as nossas vidas.

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