Outro Fado

b_500_400_16777215_00_images_actual_tardio1_500.jpg

Unable to embed Rapid1Pixelout audio player. Please double check that:  1)You have the latest version of Adobe Flash Player.  2)This web page does not have any fatal Javascript errors.  3)The audio-player.js file of Rapid1Pixelout has been included.

Música de Ricardo Fino | Letra de Viriato Teles | Vozes de Ana Laíns e Ricardo Fino


Dizem que é nosso fado
Crescer devagarinho
Ficar calado
Não canto nesse tom
Que eu sei de um outro som
Parece mas não é desafinado

Havia de ter um dia
Uma festa anunciada
Uma alegria
Quem dera o que senti
Quem dera o que esqueci
Nos dias em que acordei deslumbrado

Quero outra vez
É de vez
Esse teu gosto
Quero as rosas de Maio
No mês de Agosto
Ai quem dera ter-te à espera
Tanto mais do que eu soubera
E um fado novo fizesse
Quem me dera

Seja outro canto
Um encanto
Seja feitiço
Que eu vivo bem
É no meio do rebuliço
Devagar não se vai longe
E eu nasci não p’ra ser monge
Tanta espera desespera

E é por isso que este fado
Vai cantar para outro lado
Está na hora de acordar
A primavera

Dizem que este meu fado
Passou de tempo e agora
Já está estafado
Só canto p’ra lembrar
Não tem como enganar:
Em frente
Vai-se dar a outro lado

Havia de já ser dia
De festa prometida
E era magia
Eu canto o dó maior
Da vida em tom menor
Feita de tanto sonho acordado

Quero outra vez
É de vez
etc.

 
 
Outro Fado
Música de Ricardo Fino | Letra de Viriato Teles | Vozes de Ana Laíns e Ricardo Fino
Participações de Alfredo Teixeira (rebeca e guitarra portuguesa), Jorge Loura (guitarras), Miguel Calhaz (contrabaixo), Pedro Martins (violino), Quiné (bateria, shaker, caixa portuguesa, bombo) | Gravado, editado e misturado por Quiné Teles no Estúdio do Sótão | Misturas adicionais e masterização por Toni Lourenço no Loudstudio
Arranjos, direcção musical e produção de Quiné Teles

CD "Tardio" | Ricardo Fino | © 2014
 

Mais sugestões de leitura

  • Primeiro andamento: das origensOpen or Close

    – Quando começaste a cantar, em 1963, estavas numa área artística e movias-te num meio social que não era propriamente o mesmo do Zeca. Que influência é que ele acabou por ter em ti?

    – Foi muito grande. Muito maior do que aquilo que eu na altura teria entendido, hoje tenho essa dimensão. Repara que eu venho de um meio muito específico, que é o meio do fado. Na altura não se sabia, mas hoje está provado que, durante o período de gestação, o bebé recebe todas as influências da mãe. Todas. E a minha mãe, por razões conjunturais da vida dos meus pais, teve de cantar até ao oitavo mês de gravidez. Cantava de xaile para disfarçar a barriguinha, mas foi um período muito difícil na vida deles. Isto são histórias que me foram contadas por ela e pelo meu pai. Eu nasci em 1939, estava a começar a guerra na Europa, havia muito desemprego, e o meu pai, que era um brilhante livreiro, esteve um período sem trabalho, sem qualquer trabalho. E portanto era necessário alguém sustentar a família, e foi a minha mãe que o fez. E lá estava eu, dentro daquela barriguinha, a ouvir fado, até ao oitavo mês. Eu sou oriundo disto.

    Ler Mais
  • Cantares de um homem livreOpen or Close

    Se Mário Mata fosse um pássaro seria com certeza um melro ou um pardal ou mesmo uma gaivota. Nunca poderia ser um canário, pela simples razão que não seria capaz de sobreviver numa qualquer gaiola, por mais dourada e confortável que fosse.
    O Mário é um homem livre, e dessa condição não prescinde, mesmo quando essa opção dói. E geralmente dói.
    É disto tudo que nos fala neste disco: de si e dos outros, da vida e das coisas simples, de Lisboa e do mundo, de portugueses burocráticos e neuróticos, mas também dos que ainda não desistiram.

    Introdução ao CD Sinais do Tempo, de Mário Mata | 2012

    Ler Mais
  • Humana forma de vidaOpen or Close

    «Eu não passei pela vida, a vida é que passou por mim», dizia. E assim, entre a sua estreia (aos 19 anos, no Retiro da Severa), e a sua última actuação pública, em 1994, Amália nunca deixou de se surpreender com o que a vida lhe deu. (...) Amália sobreviveu às transformações sociais e políticas do seu país, e quando deixou o mundo dos vivos, a 6 de Outubro de 1999, era já uma figura consensual. Pelos quatro cantos do mundo, por onde andou, a sua voz continua a fascinar, vencendo a morte. Porque é humana, como a sua história.

    Ler Mais
  • A terra e a memóriaOpen or Close

    O passado é o espelho enevoado de tudo o que fomos. O futuro é a visão difusa daquilo que queremos. Entre os dois extremos do tempo, correm os dias, morrem os sonhos, cumprem-se os rituais. É assim em todas as terras. Até na minha, que é uma terra igual às outras, com a diferença que é a minha e por isso sou mais dela do que das outras, mesmo se muitas terras já os meus olhos viram e amaram.

    Prefácio a Da Minha Terra e de Seu Povo, de Joaquim Quintino | 1995

    Ler Mais