Mais sugestões de leitura

  • Um poeta na varanda dos deusesOpen or Close

    «Lisboa é como a vida: nós queixamo-nos, mas é muito bom andar por cá.» Dono de um aguçado sentido crítico e de um humor por vezes implacável, Alberto Pimenta reflecte em toda a sua obra uma grande atenção aos problemas do mundo actual, expressa com um rigor de linguagem que faz dele um dos nomes mais importantes, mas também mais incómodos, da poesia portuguesa contemporânea.
    «A cultura é o desporto da classe média», afirmou uma vez. Ainda hoje, há quem não lhe perdoe esta irreverência e a frontalidade dos gestos e das atitudes.

    Mini International | Março 2007

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  • É preciso é criar desassossegoOpen or Close

    «(...) Como é que da política se chega à música e da música à consciência? Eh, pá, eu acho que as coisas podem estar ou não ligadas, depende do lado para onde estivermos virados. Mas o que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! (...) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de ‘homenzinhos’ e ‘mulherezinhas’. Temos é que ser gente, pá! (...)»

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  • Cantares de um homem livreOpen or Close

    Se Mário Mata fosse um pássaro seria com certeza um melro ou um pardal ou mesmo uma gaivota. Nunca poderia ser um canário, pela simples razão que não seria capaz de sobreviver numa qualquer gaiola, por mais dourada e confortável que fosse.
    O Mário é um homem livre, e dessa condição não prescinde, mesmo quando essa opção dói. E geralmente dói.
    É disto tudo que nos fala neste disco: de si e dos outros, da vida e das coisas simples, de Lisboa e do mundo, de portugueses burocráticos e neuróticos, mas também dos que ainda não desistiram.

    Introdução ao CD Sinais do Tempo, de Mário Mata | 2012

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  • A culpa é do ManelOpen or Close

    Num tempo em que se abatem inutilmente tantas árvores para dar à estampa as mais incríveis aberrações paraliterárias, sabe bem ler uma prosa tão escorreita, tão depurada e sobretudo tão honesta como a deste Daniel Abrunheiro. Que navega com igual à-vontade no registo poético de «Pomba» como no tom vagamente surreal de «Máscara», atento à realidade sem se tornar seu escravo, capaz de ordenar o mundo de trás para a frente sem que o mundo deixe de fazer sentido.
    Estes textos de Daniel Abrunheiro revelam um autor que conhece bem o valor dos silêncios que tantas vezes se escondem por trás das palavras. E que sabe, tal como diz uma das suas personagens, que o ruído não é mais do que «o silêncio que não sabemos ler». Aprendamos, então.

    Posfácio a Cronicão, de Daniel Abrunheiro | 2003

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