Outros livros

Colaborações, livros colectivos e outros títulos

Alípio ou O milagre da vida

+  Alípio ou O milagre da vida

Alípio Cristiano de Freitas era um homem vulgar que se entregou ao destino invulgar de proclamar a fé em Deus como inseparável da fé nos homens. Que são deuses, também, assim o queiram – mas poucos se atrevem. Alípio atreveu-se. Viveu, sentiu, sofreu e sonhou em grau superlativo, esteve nos lugares onde era preciso sempre que era preciso, e nos outros também. Não consta que se tenha arrependido.

Palavras de Amigos para Alípio de Freitas
Edições Pangeia, 2017

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Não se pode viver sem Utopia

+  Não se pode viver sem Utopia

Em meados dos anos 80, o PSR deu passos decisivos para restituir à Esquerda o brilho e a criatividade esmorecidos na ressaca pós-revolucionária. O mensário Combate tornou-se, então, uma importante tribuna de debate de ideias, aberta a homens e mulheres de várias sensibilidades da Esquerda portuguesa não-alinhada, que propiciou a introdução de uma nova linguagem no léxico da esquerda portuguesa. Este livro é uma colectânea de textos, de diversos autores, publicados no Combate entre 1986 e 1998. E também dá azo a revisitar dois amigos dos insubstituíveis: Fernando Assis Pacheco e Júlio Pinto.

Não se pode viver sem Utopia
Edições Combate 2008

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Cântico de alegria e raiva

+  Cântico de alegria e raiva

Em 2005, o Chile ainda tinha cinco presos políticos: Hardy Peña Trujillo, Claudio Melgarejo Chávez, Fedor Sánchez Piderit e Pablo Vargas López, encarcerados na vigência do primeiro governo democrático... por terem atentado, anos antes, contra a ditadura militar. Ao mesmo tempo, apesar de já não estar no poder, Augusto Pinochet ainda se passeava pelo mundo. Foi assim que, a partir de Santiago, o poeta Luís Ariasmanzo lançou um apelo à solidariedade de escritores de vários países. O resultado foi o manifesto poético El Verbo Descerrajado, uma antologia que contou com a participação de oito dezenas de poetas das Américas e da Europa.

El Verbo Descerrajado
Ediciones Apostrophes 2005

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O sonhador de amigos

+  O sonhador de amigos

Um homem está debruçado sobre a cidade, sereno e tranquilo e atento a todas as imagens e às outras que não estão lá, e nos seus olhos há um sonho que se constrói com mãos e com alma, como é próprio das coisas belas. É um alguém urgente, de cabeça solta no delírio dos pássaros que estrebucham no rasto de loucos espalhado pela cidade à sua frente. Ali em volta rodopiam mulheres quase invisíveis de cabelos luminosos como nos poemas banais, e ouve-se um som ligeiro, definido apenas quanto baste para ilustrar as lembranças duradouras dos mundos todos que o homem traz dentro da cabeça.

Movimentos Perpétuos
Oficina do Livro 2003

+ O sonhador de amigos

As sandálias do pecador

+  As sandálias do pecador
O que a seguir se oferece tem o mesmo sentido da partilha bíblica do pão e do vinho. Tinto corrente ou néctar do bom, de preferência com o conduto de uma morcela da Beira ou de um chouriço de Barrancos, que o Mário não se faz rogado. E movimenta-se com o mesmo à-vontade nos salões mais elegantes ou nas tascas mais ordinárias. Sempre com os amigos por perto, como se impõe. Os amigos "que são tristes com cinco dedos de cada lado", como diz Herberto. Os amigos que o Mário torna alegres e que cultiva como rosas delicadas, quer sejam poetas famosos ou bêbados anónimos, mulheres distintas ou putas de rua, actores de seis assoalhadas ou figurantes sem abrigo. À nossa!
O IVAngelho II Mário Alberto
Edições Sojorama 2002

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Cantando e Rindo - O humor na MPP

+  Cantando e Rindo - O humor na MPP

Está comprovado cientificamente que o sentido de humor tem numerosos benefícios para a saúde física e mental dos humanos: «Quando rimos, há uma reacção química no nosso cérebro que proporciona uma sensação de bem-estar, clareza de ideias e uma atenuação da dor», explicam os médicos. O humor também reduz o stress e provou-se que dez minutos de gargalhadas têm sobre o nosso corpo o efeito de cem voltas numa máquina de exercícios de ginásio. Os cientistas afirmam ainda que algumas células do sistema imunitário são activadas com o riso, que também ajuda à sua reprodução mais rápida.

Cantando e Rindo - O Humor na MPP
CMA 2002

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Uma bibliografia da MPP

Opúsculo editado em 2001 por iniciativa da organização do Festival de Música Popular Portuguesa da Amadora. A bibliografia seleccionada e as fichas de leitura apresentadas não pretendem ser uma selecção exaustiva, mas sim um conjunto de referências que permitam compreender a música popular Portuguesa, no seu sentido Tradicional e Contemporâneo.

Música Popular Portuguesa: Uma bibliografia
CMA 2001

+ Uma bibliografia da MPP

Um sonho para cumprir

+  Um sonho para cumprir

Há pessoas assim: capazes de observar e transformar a realidade à medida das utopias e dos desejos, conhecedores profundos da natureza humana, das suas contradições e fragilidades.

Américo Teles – In Memoriam
Edição GAMI 1990

+ Um sonho para cumprir

A nostalgia da esperança

+  A nostalgia da esperança
Nenhuma revolução se faz com cantigas. Mas elas são sempre parte integrante de qualquer movimento social e político, reflectindo-lhe os intentos, analisando-lhe os defeitos e as virtudes, antecipando, até, as suas consequências de futuro.

Canto de Intervenção
Edição A25A | 1984

+ A nostalgia da esperança

Mais sugestões de leitura

  • Primeiro andamento: das origensOpen or Close

    – Quando começaste a cantar, em 1963, estavas numa área artística e movias-te num meio social que não era propriamente o mesmo do Zeca. Que influência é que ele acabou por ter em ti?

    – Foi muito grande. Muito maior do que aquilo que eu na altura teria entendido, hoje tenho essa dimensão. Repara que eu venho de um meio muito específico, que é o meio do fado. Na altura não se sabia, mas hoje está provado que, durante o período de gestação, o bebé recebe todas as influências da mãe. Todas. E a minha mãe, por razões conjunturais da vida dos meus pais, teve de cantar até ao oitavo mês de gravidez. Cantava de xaile para disfarçar a barriguinha, mas foi um período muito difícil na vida deles. Isto são histórias que me foram contadas por ela e pelo meu pai. Eu nasci em 1939, estava a começar a guerra na Europa, havia muito desemprego, e o meu pai, que era um brilhante livreiro, esteve um período sem trabalho, sem qualquer trabalho. E portanto era necessário alguém sustentar a família, e foi a minha mãe que o fez. E lá estava eu, dentro daquela barriguinha, a ouvir fado, até ao oitavo mês. Eu sou oriundo disto.

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  • O sonhador de amigosOpen or Close

    Um homem está debruçado sobre a cidade, sereno e tranquilo e atento a todas as imagens e às outras que não estão lá, e nos seus olhos há um sonho que se constrói com mãos e com alma, como é próprio das coisas belas. É um alguém urgente, de cabeça solta no delírio dos pássaros que estrebucham no rasto de loucos espalhado pela cidade à sua frente. Ali em volta rodopiam mulheres quase invisíveis de cabelos luminosos como nos poemas banais, e ouve-se um som ligeiro, definido apenas quanto baste para ilustrar as lembranças duradouras dos mundos todos que o homem traz dentro da cabeça.

    Movimentos Perpétuos
    Oficina do Livro 2003

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  • Enquanto houver estrada pr'andarOpen or Close

    Desculpem, leitores, mas ele há regras! E a verdade é que nem o Jorge Palma nem o relator desta conversa se sentem, nos dias que correm, com vontade ou paciência para entrevistas formais, ao estilo dos seriíssimos diálogos entre jornalistas-culturais e escritores-em-franca-ascensão, comentadores-político-sociais e ex-ministros, futuros-ex-ministros ou candidatos a. E foi talvez por isso que, quando repórter e músico decidiram dar conta da conversa que se segue, escolheram a serenidade da casa do capitão da Zambujeira do Mar, de frente para o Atlântico, numa tarde tranquila de finais de Julho, quando os camones não tinham ainda chegado em força e os portugas permaneciam nas cidades, a braços com o aumento do iva e as propostas do ministro da televisão que animaram os últimos dias antes das férias gerais.

    MPP - Revista do Festival de Música Popular Portuguesa da Amadora | Set 2002

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  • Filhos da pideOpen or Close
    Que em Portugal se passam coisas estranhas, difíceis de entender por qualquer cidadão de inteligência média, não é novidade para ninguém.
    Mesmo assim, de vez em quando não consigo deixar de me surpreender com alguns dos insondáveis desígnios com que a Divina Providência ou alguém por ela nos brindou.
    Só no curto espaço de um século tivémos, entre outras curiosidades, um milagre de Fátima, um ditador que criava galinhas no quintal, um primeiro ministro que não lia jornais e até um Alberto João para quem a Madeira mais do que um jardim, é uma autêntica coutada.
    TSF | 18.Fev.1998
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