O pesar do ministro e a morte do artista

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Fernando Relvas morreu no passado dia 21 de Novembro. Esperava, há mais de dois anos, por um "subsídio de mérito cultural", que nunca chegou. Em vez disso, recebeu, a 23 de Novembro, um inútil e descabido "voto de pesar" do ministro da Cultura. Uma atitude que, enquanto amigo de quase 40 anos de Fernando Relvas, "agradeço, por boa educação, mas declino, por indignação". Porque palavras amáveis quando morrem os artistas de pouco servem, se quem as profere deles não fez caso enquanto vivos. 

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A Cantiga Era Uma Arma em DVD

+  A Cantiga Era Uma Arma em DVD

A liberdade conquistada a 25 de Abril de 1974 deu origem ao movimento musical da canção de intervenção que marcou os anos centrais da década de 70. A Cantiga Era Uma Arma, documentário de Joaquim Vieira sobre o movimento musical que marcou os anos 70 em Portugal, está a partir de hoje disponível em DVD, uma edição conjunta da Levoir e da RTP distribuída com o Público. Além do filme, o DVD inclui um booklet original de Viriato Teles que faz o enquadramento histórico e político do movimento.

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Praça da Europa na Rádio de Portugal

+  Praça da Europa na Rádio de Portugal

A Antena 1 inicia hoje a transmissão de uma nova rubrica diária, Praça da Europa, dedicada à divulgação de música e canções dos diferentes países europeus. Trata-se do primeiro espaço da rádio portuguesa inteiramente dedicado à produção musical dos países que integram a União Europeia.

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  • Contas sem ajusteOpen or Close

    Contas à vida sem ajuste. Mais cansaço do que desalento. Mais sonho adiado do que utopias erradas. Mais que documentos são testemunhos estas vinte entrevistas: uns, mais intimistas; outros, mais interventivos. Encontramos neste livro um universo multifacetado, mas que tem uma matriz política, ética, estética e cultural, o 25 da nossa memória, como que pequenos afluentes que vão desaguar no grande rio.

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  • Mãos de falaOpen or Close

    Tem uns olhos grandes, profundos, penetrantes. E as mãos. As mãos que, em palco, criam um espaço próprio dentro do cenário, tornam-se, à conversa, num elemento do diálogo, tão intenso como cada vocábulo, cada sorriso, cada momento. Tem uns olhos grandes e chama-se Juliette Greco. Ou Jujube, segundo a sua autobiografia. É uma latina orgulhosa, e canta. Boris Vian, Jacques Brel, Prèvet, Ferré. “Canto sempre aquilo de que gosto e, por isso, não tenho canções preferidas”, frisa.

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  • O grande poeta menorOpen or Close

    Torrencial, apaixonado, firme, exuberante, truculento, corajoso. Qualquer destes adjectivos cabe em José Carlos Ary dos Santos, mas nenhum deles chega para qualificar plenamente o homem, o poeta, o militante. Em Ary, o todo é sempre mais do que a soma das partes, e estas nunca são estanques entre si: Ary foi o poeta que foi por ser o militante que era, e não poderia ser uma pessoa diferente sem trair tudo aquilo que constituía a sua própria razão de ser.

    Diário de Notícias | 18.Jan.2014

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  • Isabel e a medalhaOpen or Close

    Nasceu no Barreiro, numa família marcada pelos valores da liberdade e do antifascismo. O pai, João do Carmo, era poeta e activista dos círculos locais de combate à ditadura. Dele herdou, talvez, o amor pelo sonho e o sabor da utopia, que a acompanham desde sempre. Tal como a vontade de ser útil, e participante activa nas lutas sociais e políticas do seu tempo.

    Sic 10 Horas | 5.Mai.2004

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