Mais sugestões de leitura

  • Fernando RelvasOpen or Close

    Vai, de certeza, implicar comigo porque lhe chamei «autor de banda desenhada», e se calhar tem razão. Porque a arte de Relvas não se limita às histórias aos quadradinhos que durante anos iluminaram algumas páginas da imprensa portuguesa. Mas ainda não se leva a sério o suficiente para se julgar pintor – e faz mal, porque é isso que realmente é. Pronto, digamos então artista plástico. Mas nunca de plástico. Fernando Relvas é também, ou sobretudo, um contador de histórias. Com meia dúzia de traços consegue fazer-nos viajar pelas rotas das caravelas ou pelos subúrbios da grande cidade, sempre com um humor acidulado onde se cruzam ora um hiper-realismo estonteante, ora uma forte carga erótica, ora ainda a mais pura crónica de actualidades.

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  • O Parque da ilusãoOpen or Close

    Ainda não há muitos anos, qualquer forasteiro de passagem por Lisboa não conseguia divertir-se a sério sem passar pelo Parque Mayer. Durante décadas, este lugar vizinho da central Avenida da Liberdade foi a alma da boémia lisboeta. Actores e fadistas, coristas e intelectuais, jornalistas e vadios misturavam-se em doses desiguais nos teatros, bares e cabarets que davam cor àquele espaço.

    Mini International | Março 2007

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  • Cantigas de antes do MaioOpen or Close

    «Quando se caminha para a frente ou para trás, ao longo dos dicionários, vai-se desembocar na palavra Terror», escrevia, então, Herberto Helder. Nesse tempo de silêncios são poucos os artistas que se erguem contra esta mansidão angustiada. (...) Fora de jogo, dispostos a arriscar e com vontade de abrir novos caminhos, meia dúzia de vozes isoladas fazem-se ouvir em lugares diferentes e de modos diversos: a poesia de Manuel Alegre e Fernando Assis Pacheco, a partir de Argel e Nambuangongo; as vozes claras de Adriano Correia de Oliveira e Manuel Freire, em Coimbra; José Mário Branco e Luís Cília, no exílio de Paris. E José Afonso, professor de liceu, cantor nas horas vagas e activista por conta própria.

    Introdução à reedição em CD de Baladas e Canções, de José Afonso | 1997

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  • A grande telha de KowlaskyOpen or Close

    É suposto este ser um texto sério, dado que de seriedade (humana e artística) se trata quando falamos desta dupla imparável. De um lado, Avelino do Carmo, lisboeta de Alcântara desde 1952, pintor de sombras intimistas; do outro lado, Mário Alberto, alentejano nascido no Verão de 1925 na cidade de Lubango, quando Angola ainda era a soit disant colónia portuga e que aprendeu há muito a arte de pegar nas cores e transformá-las como um alquimista.

    Apresentação de Díptico Kowalsky, de Avelino Carmo e Mário Alberto | 2000

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