Mais sugestões de leitura

  • Mãos de falaOpen or Close

    Tem uns olhos grandes, profundos, penetrantes. E as mãos. As mãos que, em palco, criam um espaço próprio dentro do cenário, tornam-se, à conversa, num elemento do diálogo, tão intenso como cada vocábulo, cada sorriso, cada momento. Tem uns olhos grandes e chama-se Juliette Greco. Ou Jujube, segundo a sua autobiografia. É uma latina orgulhosa, e canta. Boris Vian, Jacques Brel, Prèvet, Ferré. “Canto sempre aquilo de que gosto e, por isso, não tenho canções preferidas”, frisa.

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  • Segundo andamento: dos fadosOpen or Close

    – Tens noção da importância que tiveste para as pessoas que não gostavam de fado e que acabaram por lá chegar através de ti?

    – Não terei essa noção plena, mas chegam-me regularmente comentários muito simpáticos. O que é que acontece? Eu tenho feito isto de uma forma muito serena, a minha conduta em termos do mundo do espectáculo é uma conduta serena. Eu não sou propriamente aquele cidadão que gosta de dizer a si próprio: «Ah, se eu não fosse português, teria feito isto e aquilo.» É mentira. Tenho feito aquilo que tenho podido, não me sinto mal com aquilo que tenho feito, não me sinto mal por ser português, bem pelo contrário. Mas eu acho que a gente, na vida, colhe muito do que semeia. E eu estou numa fase de colher o que semeei. E como, ao longo da minha vida, isto foi sempre uma permuta que fiz com as pessoas, e é uma coisa muito afectiva, as pessoas também sentem necessidade de conversar comigo.

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  • Entrevista ao Portugal RebeldeOpen or Close

    "O Zeca morreu há 22 anos, mas de certo modo está hoje mais vivo do que nunca. Creio que a nova geração já o descobriu, pelo menos em parte, e a prova disso está em que nos últimos dez anos foram gravadas tantas versões de músicas dele como as que foram feitas ao longo das duas últimas décadas do século passado."

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  • Baptista-BastosOpen or Close

    Se procurarmos a chave dos afectos de Armando Baptista-Bastos, chegamos sem esforço à palavra Dignidade. Assim mesmo, com D maiúsculo. É por ela e pelo que ela significa que esta personagem maior do jornalismo português pagou sempre um preço caro, mas não me lembro de ver nele uma réstia de arrependimento – e já o conheço há largos anos. O Armando, como lhe chamam os amigos, o Bastos, como dizem os colegas, o BB, como o conhecem quase todos, chamem-lhe o que entenderem, mas ele é assim, e não há nada a fazer. Intransigente, maroto, bebedor, brigão, são adjectivos que lhe ficaram colados à pele, como outros: frontal, corajoso, competente, leal. E ele é um pouco de tudo isso, e ainda mais.

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