Mais sugestões de leitura

  • O ano de (quase) todos os ZecasOpen or Close

    Com a edição de “Com As Minhas Tamanquinhas”, neste final de 2012, ficam desde já disponíveis oito das onze edições que integram o plano de remasterizações em curso da obra de José Afonso. Um “lote” que abrange a totalidade dos álbuns gravados para a editora Orfeu, de Arnaldo Trindade, entre 1968 e 1981, ou seja: onze discos de originais num total de 14, o “essencial” da obra gravada do cantor. O trabalho de remasterização, assinado por António Pinheiro da Silva – não só um dos mais competentes engenheiros de som do nosso País, mas também um músico atento – é por vezes surpreendente.

    QI | Diário de Notícias | 15.Dez.2012

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  • Cantares de um homem livreOpen or Close

    Se Mário Mata fosse um pássaro seria com certeza um melro ou um pardal ou mesmo uma gaivota. Nunca poderia ser um canário, pela simples razão que não seria capaz de sobreviver numa qualquer gaiola, por mais dourada e confortável que fosse.
    O Mário é um homem livre, e dessa condição não prescinde, mesmo quando essa opção dói. E geralmente dói.
    É disto tudo que nos fala neste disco: de si e dos outros, da vida e das coisas simples, de Lisboa e do mundo, de portugueses burocráticos e neuróticos, mas também dos que ainda não desistiram.

    Introdução ao CD Sinais do Tempo, de Mário Mata | 2012

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  • António Pinho VargasOpen or Close

    Um homem que fala através de um piano. Foi assim que há muitos anos conheci o António, éramos os dois algo mais jovens e talvez menos intranquilos. Tenho ideia de que na altura ele tocava na banda do então recém-descoberto Rui Veloso, mas já tinha vivido uma mão-cheia de experiências noutros grupos de diferentes tendências. Era, como é, um tipo discreto e já um nome conceituado da música que se fazia em Portugal. Do jazz fazia, nesse tempo, o seu meio de expressão mais comum, mas nunca o único, e a sua marca fez-se sentir muito cedo. Com ele passou a haver uma maneira portuguesa de fazer e sentir o jazz, de fazer e sentir a música. A maneira de António Pinho Vargas.

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  • A que distância está o Zeca?Open or Close

    Mais uma vez, a luz. Mas aqui, desta vez, sem misticismo. Para o Viriato tratou-se só de erguer a lâmpada sobre as extraordinárias funções do Zeca, e nisso encontrar quem nós temos saudades de ser. De facto, não somos ainda uma nação de biografados. Às vezes é um bem; mas muitas outras é pena. Porque parte da riqueza do objecto biográfico é a sua simples dimensão romanesca. É certamente o caso do Zeca, material ficcional por excelência, porque uma vida singular, e a obra que lhe veio compor o caos, é certamente matéria-de-ouro para um livro que nunca-jamais em Portugal se escreverá.

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