Um grammy para Carlos do Carmo

ccfado_k300.jpg

A longa vida artística de Carlos do Carmo acaba de ser coroada com o Grammy, o mais importante prémio da indústria musical, atribuído pela Recording Academy dos Estados Unidos. Um prémio mais – e com certeza o mais cobiçado – a celebrar uma das vozes essenciais da Música Portuguesa e o mais aplaudido intérprete de Fado do nosso tempo.

Cantor de excelência, Carlos do Carmo teve, dez anos atrás, uma outra consagração de relevo com o Prémio José Afonso, que esteve na origem de um livro que talvez valha a pena reler: Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo. Afinal, nenhuma destas palavras perdeu qualquer sentido.

Carlos do Carmo, sempre do Fado, cada vez mais do Mundo.

Parabéns ao Artista. Um abraço ao Amigo.

Mais sugestões de leitura

  • In-segurançasOpen or Close

    As discussões em volta da cada vez mais premente questão da segurança – ou da falta dela – deram origem, na última semana, a mais um episódio da cada vez mais divertida guerra de comadres entre o PS e o PSD.
    Desta vez foi em Oeiras, com os moradores de um bairro de classe média a ameaçarem criar milícias populares se continuar a verificar-se o surto de assaltos que têm ocorrido nos últimos tempos.

    RCS | 19.Jan.1999

    Ler Mais
  • O fado das águiasOpen or Close

    O Benfica está em crise e o país real acompanha, ansioso, as angústias, as dúvidas e o sofrimento das águias da Luz. Vão longe os dias em que «ser benfiquista era ter na alma a chama imensa», como cantava o incomparável Luís Piçarra. Mas isso era no tempo em que quem não era do Benfica, não era bom chefe de família. Agora, com a instituição familiar em notório declínio, como poderia o Benfica navegar noutras águas que não as do desencanto?

    TSF | 15.Out.1997

    Ler Mais
  • A partilha da águaOpen or Close

    «Para mim é sempre bom ter uma oportunidade de estar junto das pessoas, de passar com elas bons momentos. Quanto mais vezes estivermos juntos, mais poderemos falar uns com os outros, mais poderemos aprender. Uns com os outros e uns sobre os outros.»
    No terraço de um hotel de Lisboa, Richie Havens fala-me assim da sua segunda visita a Portugal, desta vez para participar no espectáculo de encerramento do Festival «Dêem Uma Oportunidade à Paz». Aos 42 anos, quinze decorridos após Woodstock, Richie continua a parecer-se com os velhos hippies da geração de 60, embora sem deixar transparecer qualquer ponta de saudosismo em relação ao que foi feito pelos homens e mulheres do seu tempo.

    Se7e | 3.Ago.1983

    Ler Mais
  • O pecado da invejaOpen or Close

    Quando o Criador distribuiu os pecados pelo mundo, nem todos os povos tiveram a mesma sorte: aparentemente, a preguiça coube aos espanhóis, os franceses ficaram com a gula (apesar da nouvelle cuisine), os ingleses com a soberba, escoceses e judeus com a avareza; a ira foi para gregos e troianos, sérvios e macedónios, tártaros e mongóis, acabando por tornar-se um pecado transversal a quase todos os povos, ainda que – felizmente – nem sempre ao mesmo tempo; quanto à luxúria, ficou para as nórdicas, claro, mas também para os brasileiros, os italianos e outros mentirosos. Nesta repartição de defeitos calhou aos portugueses ficar com a inveja.

    Zoot | Primavera 2007

    Ler Mais