Praça da Europa na Rádio de Portugal

peurop1.jpeg

A Antena 1 inicia hoje a transmissão de uma nova rubrica diária, Praça da Europa, dedicada à divulgação de música e canções dos diferentes países europeus. Trata-se do primeiro espaço da rádio portuguesa inteiramente dedicado à produção musical dos países que integram a União Europeia.

Escrita por Viriato Teles, que também apresenta, com Augusto Fernandes, a Praça da Europa tem produção e sonorização de António Santos e vai dar a conhecer composições musicais de todos os géneros, oriundas dos 27 países que, com Portugal, fazem parte da União Europeia. França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Itália são os países que se vai falar nesta primeira semana.

A Praça da Europa dará primazia a músicas e canções menos conhecidas em Portugal, mas vai dar igualmente atenção aos temas clássicos da canção europeia. Todos os dias, de segunda a sexta-feira, um pouco antes das 13h, com repetição antes do noticiário das 16h.

Praça da Europa
Autoria: Viriato Teles | Edição: Augusto Fernandes e Viriato Teles | Produção: António Santos | De 2ª a 6ª feira às 12:55 e às 15:55* | Antena 1
* Excepto às 5ªs feiras

Mais sugestões de leitura

  • Crónica de uma morte antecipadaOpen or Close

    A vida é frequentemente injusta, sobretudo para aqueles que mais a amam. António Assunção era um desses, e nem o seu aparente mau feitio conseguia esconder esse grande gosto de viver que animou toda a sua existência. Homem e actor coerente com os princípios da justiça, liberdade e igualdade que tomou como seus desde muito novo, fez sempre questão de não ceder naquilo que considerava ser o essencial. Pagou por isso, claro. Com o ostracismo a que muitas vezes foi votado, apesar de ser unanimemente considerado no meio teatral como um dos seus praticantes mais talentosos. E, porque era de esquerda, convicta e assumidamente de esquerda, viu-se também alvo do desprezo dos vários poderes. Um desprezo, de resto, que de certa forma o divertia e que ele retribuía em dose reforçada.

    Grande Amadora | 28.Ago.1998

    Ler Mais
  • Otelo Saraiva de CarvalhoOpen or Close

    À conversa, tende com alguma frequência a falar de coisas colectivas na primeira pessoa, mas que outra coisa poderá fazer o homem que delineou a «ordem de operações» e controlou todo o desenvolvimento do golpe militar de 25 de Abril? Não viveu a festa desse dia nas ruas, mas foi ele quem a tornou possível: do quartel-general do MFA, instalado no Regimento de Engenharia 1 da Pontinha, coube-lhe gerir cada passo dos capitães, desde a saída dos quartéis até à tomada do Carmo por Salgueiro Maia. (...) Fala com o coração, mas sabe modelar o discurso com a habilidade do actor que quis ser (...). Não chegou a concretizar esse desejo, mas coube-lhe em sorte o papel central na aventura que mudou as nossas vidas.

    Ler Mais
  • Que é dos cantores de intervenção?Open or Close

    Estavam onde era preciso, sempre que era preciso. Uma viola, um microfone e um estrado a fazer de palco era quanto bastava para que houvesse espectáculo. A poesia estava na rua e as vozes dos cantores davam-lhe forma de modo claro e preciso, que o tempo não era para meias palavras. Eram os chamados «cantores de intervenção», para quem a arte era sobretudo um veículo de divulgação dos ideais políticos mais marcantes da época.

    Expresso | 25.Abr.1997

    Ler Mais
  • O homem que queria ser comumOpen or Close

    Não fosse a intervenção do dr. Salazar e provavelmente a obra de José Afonso não teria atingido a dimensão que alcançou e que fez dele um dos grandes vultos da música popular do século XX. Dito deste modo, pode soar a provocação. Mas a verdade é que foi por ter sido expulso do ensino, por ordem do governo da ditadura, que o criador de «Grândola» se profissionalizou como músico e passou a gravar com regularidade. Deus a escrever direito por linhas ínvias, diriam os crentes. Curiosas ironias da História, dirão os outros.

    QI | Diário de Notícias | 28.Abril.2012

    Ler Mais