Os Dias Cantados na Antena 1

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As canções que Portugal cantou às escondidas antes do 25 de Abril, e com as quais depois celebrou a liberdade podem ouvir-se a partir de hoje nas manhãs da Antena 1. Os Dias Cantados é uma nova rubrica da rádio pública, através da qual se evocam as canções que foram a "banda sonora" da Revolução dos Cravos

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Colóquio na AJA Lisboa

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A pretexto do 27º aniversário da morte do criador de "Grândola Vila Morena", que hoje se assinala, a Associação José Afonso promove na próxima terça-feira, dia 25, pelas 19h, um colóquio com Viriato Teles, a realizar na sede da AJA-Lisboa (Rua de São Bento, 170) com entrada livre.

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Mais sugestões de leitura

  • Só me calham DukesOpen or Close

    A primeira vez que ouvi falar do Zeca já se dizia assim mesmo, Zeca, e não José Afonso. Cantava esplendorosamente o reportório do fado de Coimbra. Eu costumava não me intrometer nessas conversas tribais em que outros eram aparentemente exímios e tiravam todo o prazer da evocação dos grandes tenores e barítonos da escola local. Havia mesmo quem coleccionasse velhos discos de gramofone comprados a preços altos. A mim tanto se me dava: estava a tirocinar para utente nocturno do programa de jazz da Voz da América, vício que convinha não revelar aos então companheiros de esquerda, por sinal hoje bandeados na sua quase totalidade para a comarca de onde vem papel, papel a sério, sendo que vários deles até deputam, ó meu Deus!

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  • Segundo andamento: dos fadosOpen or Close

    – Tens noção da importância que tiveste para as pessoas que não gostavam de fado e que acabaram por lá chegar através de ti?

    – Não terei essa noção plena, mas chegam-me regularmente comentários muito simpáticos. O que é que acontece? Eu tenho feito isto de uma forma muito serena, a minha conduta em termos do mundo do espectáculo é uma conduta serena. Eu não sou propriamente aquele cidadão que gosta de dizer a si próprio: «Ah, se eu não fosse português, teria feito isto e aquilo.» É mentira. Tenho feito aquilo que tenho podido, não me sinto mal com aquilo que tenho feito, não me sinto mal por ser português, bem pelo contrário. Mas eu acho que a gente, na vida, colhe muito do que semeia. E eu estou numa fase de colher o que semeei. E como, ao longo da minha vida, isto foi sempre uma permuta que fiz com as pessoas, e é uma coisa muito afectiva, as pessoas também sentem necessidade de conversar comigo.

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  • Factura expostaOpen or Close

    Quisera que tudo fosse sempre deste modo
    e a revolução se fizesse
    um pouco mais que um sonho
    a despertar nos teus olhos livres.

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  • O arco da governaçãoOpen or Close

    Trata-se de um curioso conceito gerado no seio do regime democrático, uma espécie de lei-de-murphy para totós segundo a qual o exercício do poder está reservado aos cérebros iluminados do PS, do PSD e, em caso de necessidade para arredondar as contas, do CDS. Não sei em que ignorado artigo da Constituição está escrito que o poder só pode ser exercido pela direita – ou pelo menos à direita, na vã suposição de que ainda reste ao PS uma qualquer vaga consciência original. Deve ser um dos muitos obscuros desígnios do Senhor, que já provou ser capaz de tudo.

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